SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2020
Paciente da entrada na unidade de terapia intensiva com quadro de choque hipovolêmico, devido a hemorragia digestiva alta, decorrente a sangramento de varizes esofagogástricas secundárias a hipertensão portal - cirrose hepática. Atualmente, ainda não existe tratamento eficaz para os cirróticos, como resultado, o tratamento tem sido focado no controle da hipertensão portal e suas complicações. Com relação a hipertensão portal e varizes esofagogástricas assinale a correta. I. A hipertensão portal é definida por uma pressão portal maior do que 5 mmHG, entretanto, pressões mais elevadas são necessárias para estimular o desenvolvimento da circulação colateral portossistêmica. II. A hipertensão portal geralmente ocorre devido a maior resistência no afluxo venoso portal de localização pré-hepática, intra ou pós hepática. III. O sangramento das varizes esofagogástricas é a única complicação da hipertensão portal mais ameaçadora a vida, responsável por 1/3 dos óbitos em pacientes com cirrose. IV. Após um sangramento de varizes esofagogástricas, a probabilidade de um episódio subsequente ultrapassa os 70%, sendo que o desafio a longo prazo é a prevenção de hemorragia e manutenção de função hepática satisfatória.
Hipertensão portal >5 mmHg, mas >10-12 mmHg para varizes. Sangramento de varizes é complicação grave, com alto risco de ressangramento.
A hipertensão portal é definida por uma pressão portal > 5 mmHg, mas o desenvolvimento de varizes e o risco de sangramento ocorrem com pressões mais elevadas (>10-12 mmHg). O sangramento de varizes esofagogástricas é uma complicação grave e a principal causa de óbito em cirróticos, com alto risco de ressangramento, exigindo prevenção secundária eficaz.
A hipertensão portal é uma síndrome clínica caracterizada por um aumento patológico da pressão no sistema venoso portal, definida por um gradiente de pressão venosa hepática (GPVH) > 5 mmHg. A principal causa é a cirrose hepática, mas outras etiologias pré-hepáticas e pós-hepáticas também podem contribuir. O aumento da pressão portal leva ao desenvolvimento de uma circulação colateral portossistêmica, sendo as varizes esofagogástricas as mais clinicamente relevantes. O sangramento de varizes esofagogástricas é a complicação mais temida e ameaçadora à vida da hipertensão portal, sendo responsável por uma parcela significativa dos óbitos em pacientes com cirrose. Para que as varizes se formem e sangrem, a pressão portal geralmente precisa ser superior a 10-12 mmHg. A fisiopatologia envolve o aumento da resistência ao fluxo sanguíneo hepático e um estado de vasodilatação esplâncnica, que aumenta o fluxo para o sistema portal. O manejo da hipertensão portal e suas complicações foca na prevenção do primeiro sangramento (profilaxia primária) e, após um episódio hemorrágico, na prevenção de ressangramentos (profilaxia secundária), que têm uma probabilidade superior a 70%. As estratégias incluem o uso de betabloqueadores não seletivos, ligadura elástica endoscópica e, em casos selecionados, shunts portossistêmicos. O tratamento da cirrose subjacente é fundamental, mas muitas vezes não há cura, focando no controle das complicações.
A hipertensão portal é definida por uma pressão portal maior que 5 mmHg. No entanto, o desenvolvimento de varizes esofágicas e o risco de sangramento clinicamente significativo geralmente ocorrem quando a pressão portal excede 10-12 mmHg.
A hipertensão portal pode ser causada por aumento da resistência ao fluxo sanguíneo em nível pré-hepático (trombose de veia porta), intra-hepático (cirrose, esquistossomose) ou pós-hepático (síndrome de Budd-Chiari, insuficiência cardíaca direita).
Outras complicações graves incluem ascite refratária, encefalopatia hepática, síndrome hepatorrenal e infecções bacterianas espontâneas, todas contribuindo para a morbimortalidade em pacientes cirróticos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo