Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2024
A figura abaixo represente um shunt ou desvio do sistema portal para a drenagem da V. cava inferior. Das patologias abaixo, em qual patologia pode-se utilizar tal terapia?
Shunt portossistêmico (ex: TIPS) → principal terapia para descompressão na hipertensão portal.
Shunts portossistêmicos, como o TIPS (Transjugular Intrahepatic Portosystemic Shunt), são procedimentos que criam uma comunicação entre o sistema portal e a circulação sistêmica (veia cava inferior) para desviar o fluxo sanguíneo e reduzir a pressão portal. Essa terapia é fundamental para o manejo das complicações da hipertensão portal, como sangramento de varizes esofágicas e ascite refratária.
A hipertensão portal é uma síndrome clínica grave, geralmente decorrente da cirrose hepática, caracterizada pelo aumento da pressão no sistema venoso portal. Suas principais complicações incluem sangramento de varizes esofágicas e gástricas, ascite refratária, encefalopatia hepática e esplenomegalia com hiperesplenismo. A fisiopatologia envolve o aumento da resistência ao fluxo sanguíneo hepático e um estado de vasodilatação esplâncnica. O tratamento da hipertensão portal é multifacetado, visando reduzir a pressão portal e prevenir ou tratar suas complicações. Medidas incluem betabloqueadores não seletivos, ligadura elástica de varizes e, em casos selecionados, shunts portossistêmicos. Os shunts portossistêmicos, como o TIPS (Transjugular Intrahepatic Portosystemic Shunt), são procedimentos que criam uma comunicação entre a veia porta e a veia cava inferior, desviando o fluxo sanguíneo e descomprimindo o sistema portal. São indicados principalmente para sangramento varicoso refratário e ascite refratária. Embora eficazes, podem levar a complicações como encefalopatia hepática. É essencial que residentes e estudantes compreendam as indicações e os riscos desses procedimentos para o manejo adequado de pacientes com hipertensão portal.
Hipertensão portal é o aumento da pressão na veia porta, que drena sangue do trato gastrointestinal para o fígado. A principal causa é a cirrose hepática, mas outras condições como trombose da veia porta também podem causá-la.
As principais indicações para um shunt portossistêmico são o sangramento de varizes esofágicas ou gástricas refratário ao tratamento endoscópico e a ascite refratária ao tratamento diurético e outras medidas clínicas.
Os riscos incluem encefalopatia hepática (devido ao desvio de toxinas do fígado), disfunção do shunt, insuficiência cardíaca e, menos frequentemente, hemorragia ou infecção. A encefalopatia é a complicação mais comum e limitante.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo