Hipertensão Portal na Cirrose: Sinais e Diagnóstico

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Paciente etilista crônico há 20 anos, deu entrada no serviço de urgência com queda do estado geral, icterícia e aumento do volume abdominal. No exame físico apresentava-se ictérico ++/4+, com rarefação de pelos no tronco e nos membros inferiores, aumento das parótidas; eritema palmar, aranhas vasculares no tronco próximo às clavículas, importante diminuição de massa muscular dos membros. Abdômen globoso, com volume aumentado, presença de macicez móvel de decúbito, indolor a palpação. Traube ocupado, com baço palpável a 3 cm RCE. Foi submetido a Endoscopia Digestiva alta. Neste paciente com cirrose hepática, que achados são esperados para caracterizar a presença de hipertensão do sistema porta?

Alternativas

  1. A) Eritema palmar, icterícia, ascite e varizes de esôfago.
  2. B) Ascite, aumento de parótidas, esplenomegalia e gastropatia congestiva.
  3. C) Circulação colateral no abdome, esplenomegalia, ascite e varizes de esôfago.
  4. D) Icterícia, aranhas vasculares, ascite e gastropatia congestiva.

Pérola Clínica

Hipertensão portal em cirrose = ascite, esplenomegalia, varizes esofágicas e circulação colateral.

Resumo-Chave

A hipertensão portal é uma complicação grave da cirrose, manifestando-se por sinais de congestão venosa sistêmica e formação de colaterais, como ascite, esplenomegalia e varizes esofágicas, que são cruciais para o diagnóstico e manejo.

Contexto Educacional

A cirrose hepática é uma condição crônica e progressiva que leva à fibrose e desorganização da arquitetura hepática, resultando em insuficiência hepatocelular e hipertensão portal. Esta última é a principal causa de morbimortalidade em pacientes cirróticos, sendo crucial seu reconhecimento precoce para o manejo adequado das complicações. A hipertensão portal é definida pelo aumento da pressão no sistema venoso portal. Clinicamente, manifesta-se por ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal), esplenomegalia (aumento do baço devido à congestão), formação de circulação colateral (como varizes esofágicas, gástricas e circulação periumbilical) e gastropatia hipertensiva portal. A endoscopia digestiva alta é essencial para o diagnóstico e estratificação do risco de sangramento das varizes esofágicas. O manejo da hipertensão portal visa prevenir e tratar suas complicações, como o sangramento de varizes, ascite refratária e encefalopatia hepática. A profilaxia primária do sangramento de varizes com betabloqueadores não seletivos ou ligadura elástica endoscópica é uma medida fundamental. O conhecimento aprofundado desses sinais e condutas é indispensável para residentes e profissionais da área.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da hipertensão portal?

Os sinais clínicos incluem ascite, esplenomegalia, circulação colateral abdominal e varizes esofágicas, que podem ser identificadas por endoscopia digestiva alta.

Como a cirrose hepática leva à hipertensão portal?

A cirrose causa fibrose e distorção da arquitetura hepática, aumentando a resistência ao fluxo sanguíneo portal e elevando a pressão na veia porta.

Qual a importância do rastreio de varizes esofágicas na hipertensão portal?

O rastreio é fundamental para identificar varizes de alto risco de sangramento, permitindo profilaxia primária com betabloqueadores ou ligadura elástica.

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