Hipertensão Portal: Circulação Colateral e Implicações

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

Sobre a cirurgia hepática assinale a opção CORRETA:

Alternativas

  1. A) A hipertensão portal ocasiona circulação colateral entre o sistema porta e a veia cava, como por exemplo entre a veia retal superior e a veia ilíaca interna através do plexo hemorroidário;
  2. B) A irrigação hepática é dupla com 50% do sangue proveniente da artéria hepática e 50% da veia porta;
  3. C) O adenoma hepático geralmente são únicos, assintomáticos e raramente cursam com necessidade de cirurgia;
  4. D) A ressecção do carcinoma hepatocelular tem potencial curativo e é a opção terapêutica inicial na maioria dos casos;
  5. E) A hepatectomia esquerda corresponde à ressecção dos segmentos II e III (lobo esquerdo).

Pérola Clínica

Hipertensão portal forma colaterais porto-sistêmicas, como entre veia retal superior e ilíaca interna via plexo hemorroidário.

Resumo-Chave

A hipertensão portal leva à formação de shunts porto-sistêmicos para desviar o sangue, como as varizes esofágicas, gástricas e o plexo hemorroidário, que conecta o sistema porta (veia retal superior) ao sistema cava (veia ilíaca interna).

Contexto Educacional

A cirurgia hepática e as condições que afetam o fígado são temas cruciais na gastroenterologia e cirurgia geral. A hipertensão portal, uma complicação comum de doenças hepáticas crônicas, leva ao desenvolvimento de circulação colateral para desviar o sangue do sistema porta para o sistema cava, aliviando a pressão. Uma das vias colaterais importantes é a anastomose entre a veia retal superior (tributária do sistema porta) e as veias retais média e inferior (tributárias da veia ilíaca interna, parte do sistema cava) através do plexo hemorroidário. A irrigação hepática é dupla, com a veia porta fornecendo a maior parte do fluxo sanguíneo (aproximadamente 75%) e a artéria hepática o restante, mas a artéria hepática é responsável pela maior parte do suprimento de oxigênio. Adenomas hepáticos são geralmente benignos, mas podem crescer, romper ou sofrer transformação maligna, justificando a ressecção em muitos casos, especialmente se grandes ou sintomáticos. A ressecção do carcinoma hepatocelular é curativa em casos selecionados, mas a maioria dos pacientes apresenta doença avançada ou cirrose descompensada, limitando essa opção. A hepatectomia esquerda tipicamente envolve os segmentos II, III e IV (lobo esquerdo anatômico), enquanto a ressecção dos segmentos II e III corresponde à hepatectomia lateral esquerda.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais locais de circulação colateral na hipertensão portal?

Os principais locais incluem as varizes esofágicas, varizes gástricas, veias periumbilicais (cabeça de medusa) e o plexo hemorroidário, que conecta o sistema porta ao sistema cava.

Como é a irrigação sanguínea do fígado?

A irrigação hepática é dupla: a veia porta fornece cerca de 75% do fluxo sanguíneo (rico em nutrientes do trato gastrointestinal), e a artéria hepática fornece os 25% restantes (rico em oxigênio).

Quando a ressecção é indicada para carcinoma hepatocelular?

A ressecção é a opção terapêutica inicial com potencial curativo para carcinoma hepatocelular em pacientes com função hepática preservada e tumores ressecáveis, mas não é a maioria dos casos devido à doença avançada ou cirrose subjacente.

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