CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
A hipertensão porta é classificada em pré-hepática, intra-hepática e pós -hepática. Dentre as causas intra-hepática, estão corretos, EXCETO:
Trombose de veia porta = causa PRÉ-HEPÁTICA de hipertensão porta.
A classificação da hipertensão porta é fundamental para direcionar a investigação etiológica e o tratamento. A trombose de veia porta é uma causa pré-hepática, pois a obstrução ocorre antes do sangue atingir os sinusoides hepáticos, diferenciando-a das causas intra-hepáticas como cirrose ou esquistossomose.
A hipertensão porta é uma síndrome clínica caracterizada por um aumento patológico da pressão no sistema venoso portal, definida por um gradiente de pressão venosa hepática (GPVH) > 5 mmHg. É uma complicação grave de diversas doenças hepáticas e não hepáticas, sendo a cirrose a causa mais comum. Sua classificação em pré-hepática, intra-hepática e pós-hepática é fundamental para a compreensão da fisiopatologia e para o direcionamento diagnóstico e terapêutico. A fisiopatologia envolve um aumento da resistência ao fluxo sanguíneo portal e/ou um aumento do fluxo sanguíneo portal. As causas pré-hepáticas, como a trombose de veia porta, ocorrem antes do sangue atingir os sinusoides hepáticos. As causas intra-hepáticas, como cirrose, esquistossomose e amiloidose, envolvem alterações estruturais ou funcionais dentro do parênquima hepático. As causas pós-hepáticas, como a Síndrome de Budd-Chiari, resultam de obstruções ao fluxo de saída do sangue do fígado. O diagnóstico envolve exames de imagem, endoscopia para varizes esofágicas e, por vezes, medição direta da pressão portal. O manejo da hipertensão porta visa prevenir e tratar suas complicações, como ascite, hemorragia por varizes e encefalopatia hepática. O tratamento é etiológico quando possível, além de medidas farmacológicas (betabloqueadores não seletivos) e endoscópicas (ligadura elástica de varizes). A compreensão da classificação é crucial para o residente, pois permite diferenciar as causas e aplicar as estratégias de manejo mais adequadas, impactando diretamente o prognóstico do paciente.
As principais causas pré-hepáticas incluem trombose da veia porta (a mais comum), trombose da veia esplênica e malformações congênitas da veia porta.
Na cirrose, a fibrose e a formação de nódulos de regeneração distorcem a arquitetura hepática, aumentando a resistência ao fluxo sanguíneo nos sinusoides e vênulas hepáticas, levando à hipertensão porta intra-hepática.
As causas pós-hepáticas incluem a Síndrome de Budd-Chiari (trombose das veias hepáticas), insuficiência cardíaca direita grave e pericardite constritiva, que impedem o fluxo de saída do sangue do fígado.
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