Hipertensão Não Controlada: Diagnóstico pela MAPA

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022

Enunciado

Um homem de 40 anos, assintomático, procura atendimento médico devido a hipertensão arterial sistêmica. Encontra-se em uso de enalapril 10mg a cada 12 horas. Ao exame físico, observam-se FC = 80bpm e PA aferida no consultório = 148x90mmHg. Foi submetido a monitorização ambulatorial da pressão arterial nas 24 horas = 134x82mmHg e na vigília = 136x86mmHg. Qual é o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) hipertensão mascarada
  2. B) hipertensão controlada
  3. C) hipertensão “do avental branco"
  4. D) hipertensão não controlada

Pérola Clínica

HAS não controlada = PA acima do alvo no consultório E/OU na MAPA, mesmo em tratamento.

Resumo-Chave

O diagnóstico de hipertensão não controlada é feito quando os valores de pressão arterial (PA) permanecem acima das metas terapêuticas, seja na aferição de consultório ou na Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), mesmo com o paciente em uso de medicação anti-hipertensiva. As metas para MAPA são geralmente <130/80 mmHg para 24h e <135/85 mmHg para a vigília.

Contexto Educacional

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O controle adequado da pressão arterial é fundamental para reduzir a morbimortalidade associada. No entanto, muitos pacientes permanecem com a hipertensão não controlada, mesmo em tratamento, o que exige uma avaliação criteriosa e ajustes terapêuticos. A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) desempenha um papel crucial na avaliação do controle pressórico. Diferentemente das medidas isoladas no consultório, que podem ser influenciadas pelo "efeito do avental branco", a MAPA oferece um perfil mais completo da pressão arterial ao longo de 24 horas, durante as atividades diárias e o sono. Isso permite identificar casos de hipertensão mascarada (PA normal no consultório, elevada na MAPA) e confirmar a hipertensão não controlada, mesmo quando os valores de consultório parecem limítrofes. O manejo da hipertensão não controlada envolve uma abordagem multifacetada. É essencial revisar a adesão do paciente ao tratamento, otimizar a terapia medicamentosa (aumentando doses, adicionando novas classes de anti-hipertensivos ou ajustando a combinação), investigar causas secundárias de hipertensão e reforçar as mudanças no estilo de vida, como dieta hipossódica, exercícios físicos regulares e controle do peso. Atingir as metas pressóricas é um objetivo primordial para prevenir complicações como AVC, infarto do miocárdio, insuficiência renal e cardíaca.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para considerar a hipertensão controlada?

A hipertensão é considerada controlada quando os valores da pressão arterial (PA) estão dentro das metas estabelecidas pelas diretrizes, tanto na aferição de consultório (<140/90 mmHg, ou <130/80 mmHg em pacientes de alto risco) quanto na Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), que geralmente são <130/80 mmHg para a média de 24 horas e <135/85 mmHg para a média da vigília.

Qual a importância da MAPA no diagnóstico e controle da hipertensão?

A MAPA é crucial para confirmar o diagnóstico de hipertensão, diferenciar hipertensão do avental branco e mascarada, e avaliar o controle pressórico em pacientes em tratamento. Ela fornece informações sobre a PA durante as atividades diárias e o sono, que são mais representativas do risco cardiovascular do que as medidas isoladas no consultório.

Quais são as principais causas de hipertensão não controlada?

As causas de hipertensão não controlada incluem baixa adesão ao tratamento, uso inadequado de medicamentos (dose ou combinação), hipertensão secundária não diagnosticada, estilo de vida inadequado (dieta rica em sódio, sedentarismo, obesidade) e uso de substâncias que elevam a PA (ex: AINEs, descongestionantes).

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