IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2026
Mulher de 32 anos, tabagista, apresenta história de níveis pressóricos persistentemente elevados em ambientes externos, embora os mesmos estejam sempre dentro da normalidade durante as consultas médicas. Comparece à consulta de retorno trazendo resultado da monitorização residencial da pressão arterial, que evidencia pressão arterial repetidas vezes acima de 130x80 mmHg. Com base nos dados apresentados, o diagnóstico provável é:
PA normal no consultório + PA elevada no domicílio (MAPA/MRPA) = Hipertensão Mascarada.
A hipertensão mascarada apresenta risco cardiovascular similar à hipertensão sustentada e exige tratamento farmacológico, ao contrário da hipertensão do jaleco branco.
O diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) evoluiu para além das medidas isoladas de consultório. Fenômenos como o efeito do jaleco branco e a hipertensão mascarada tornam a MAPA ou MRPA ferramentas indispensáveis na prática clínica. Na hipertensão mascarada, fatores como estresse laboral, tabagismo e consumo de álcool podem elevar a PA no cotidiano, enquanto o ambiente médico promove um relaxamento paradoxal. Segundo as diretrizes atuais, uma média de MRPA ≥ 130/80 mmHg é diagnóstica de HAS, independentemente dos níveis normais em consulta, exigindo intervenção no estilo de vida e, frequentemente, terapia medicamentosa para redução do risco cardiovascular.
É a condição caracterizada por valores de pressão arterial normais no consultório (<140/90 mmHg), mas elevados nas medidas fora do consultório, seja pela MAPA (média de 24h ≥130/80 mmHg) ou pela MRPA (média ≥130/80 mmHg).
A MAPA (Monitorização Ambulatorial) registra a PA por 24h, incluindo o sono (descenso noturno). A MRPA (Residencial) é feita pelo paciente em dias diferentes, geralmente 3 a 5 dias, com medidas de manhã e à noite. Ambas são superiores à medida de consultório para identificar fenótipos de hipertensão.
Porque ela frequentemente passa despercebida no rastreamento clínico comum. Estudos mostram que pacientes com hipertensão mascarada têm prevalência de lesões em órgãos-alvo e risco de eventos cardiovasculares comparáveis aos hipertensos sustentados, necessitando de tratamento ativo.
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