HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Em relação à hipertensão intracraniana idiopática, analisar os itens abaixo:I. Também é conhecida por pseudotumor cerebral.II. A maioria dos pacientes são mulheres jovens e obesas.III. Pode ocorrer remissão espontânea.Está(ão) CORRETO(S):
HII = pseudotumor cerebral, comum em mulheres jovens obesas, pode ter remissão espontânea e causa papiledema.
A hipertensão intracraniana idiopática (HII), também conhecida como pseudotumor cerebral, é caracterizada por aumento da pressão intracraniana sem causa aparente, sendo mais prevalente em mulheres jovens e obesas. Embora o tratamento seja frequentemente necessário, a condição pode, em alguns casos, apresentar remissão espontânea.
A hipertensão intracraniana idiopática (HII), também conhecida como pseudotumor cerebral, é uma síndrome caracterizada por sinais e sintomas de pressão intracraniana elevada, como cefaleia e papiledema, na ausência de uma lesão ocupadora de espaço ou outra causa identificável. É uma condição importante, pois o papiledema crônico pode levar à perda visual permanente se não for tratada adequadamente. A epidemiologia da HII mostra uma clara predileção por mulheres jovens e obesas, sendo a obesidade o fator de risco mais consistentemente associado. Embora a fisiopatologia exata não seja completamente compreendida, teorias envolvem alterações na produção ou absorção do líquido cefalorraquidiano (LCR), ou mesmo um papel endócrino do tecido adiposo. O diagnóstico é feito por exclusão, após exames de neuroimagem normais e punção lombar que revele pressão de abertura do LCR elevada com composição normal. O tratamento visa aliviar os sintomas e, crucialmente, preservar a visão. Inclui perda de peso, uso de diuréticos como acetazolamida para reduzir a produção de LCR, e em casos refratários, procedimentos cirúrgicos como derivação liquórica ou fenestração da bainha do nervo óptico. É importante notar que a HII pode, em alguns casos, apresentar remissão espontânea, embora o acompanhamento rigoroso seja sempre necessário.
Os sintomas mais comuns incluem cefaleia persistente, papiledema (edema do disco óptico), distúrbios visuais (visão turva, diplopia, perda transitória da visão) e, ocasionalmente, zumbido pulsátil.
A obesidade é o fator de risco mais forte para HII, especialmente em mulheres jovens. Acredita-se que o tecido adiposo possa influenciar a produção ou absorção do líquido cefalorraquidiano (LCR) ou ter um papel endócrino.
O diagnóstico é de exclusão, baseado em critérios como sintomas de HIC, papiledema, LCR normal (exceto pela pressão de abertura elevada), neuroimagem normal (sem lesões ocupadoras de espaço) e ausência de outras causas secundárias.
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