CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024
Quais manifestações clínicas, entre as abaixo, seriam as mais esperadas no paciente com o exame de neuroimagem (angio ressonância venosa crânio) apresentado a seguir?
Cefaleia + papiledema + obscurecimento visual transitório = Hipertensão Intracraniana Idiopática.
A Hipertensão Intracraniana Idiopática (HII) cursa com sinais de aumento da pressão intracraniana sem massas expansivas, manifestando-se tipicamente com cefaleia e alterações visuais transitórias.
A Hipertensão Intracraniana Idiopática (HII), anteriormente chamada de pseudotumor cerebral, é caracterizada pelo aumento da pressão intracraniana sem evidência de tumor, infecção ou obstrução venosa. A fisiopatologia exata permanece incerta, mas envolve desequilíbrio entre a produção e reabsorção do líquido cefalorraquidiano (LCR) e possivelmente estenose de seios venosos transversos. O principal risco da HII é a perda visual permanente devido à atrofia óptica secundária ao papiledema crônico. O tratamento foca na redução da pressão intracraniana através da perda de peso, uso de inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida) e, em casos refratários com risco visual, procedimentos cirúrgicos como derivação lombo-peritoneal ou fenestração da bainha do nervo óptico.
São episódios breves de perda ou embaçamento da visão, geralmente durando de 1 a 30 segundos, que ocorrem em um ou ambos os olhos. Na Hipertensão Intracraniana Idiopática, esses episódios são frequentemente precipitados por mudanças posturais (como levantar-se rapidamente) ou manobras de Valsalva. Eles refletem a isquemia transitória da cabeça do nervo óptico devido ao aumento da pressão tecidual local causada pelo papiledema.
A Hipertensão Intracraniana Idiopática afeta predominantemente mulheres em idade fértil (20-45 anos) que apresentam sobrepeso ou obesidade. Há uma forte associação entre o ganho de peso recente e o desenvolvimento ou exacerbação da doença. Embora possa ocorrer em homens e crianças, esses casos são menos comuns e exigem uma investigação ainda mais rigorosa para causas secundárias de hipertensão intracraniana.
A neuroimagem (RM ou TC) é fundamental para excluir lesões expansivas, hidrocefalia ou trombose de seios venosos. Sinais sugestivos de HII na RM incluem sela turca vazia, achatamento do polo posterior do globo ocular, distensão da bainha do nervo óptico e tortuosidade do nervo. A angiorressonância venosa é crucial para descartar trombose venosa cerebral, que pode mimetizar perfeitamente o quadro clínico da HII.
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