HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022
Mulher, 36 anos, dá entrada no pronto socorro com cefaleia intensa há 3 meses, refratária a analgésicos, associada a zumbido, náuseas e visão turva. Hipertensa e obesa há 20 anos, em uso de enalapril 20 mg e sibutramina 10 mg. Ao exame, IMC 41 kg/m², PA 130x90 mmHg. Exame de fundo de olho mostrou papiledema bilateral e RM de crânio foi normal. Punção liquórica com pressão 34 cmH20 (VR < 25) com restante da análise normal. Houve alívio da dor após a punção. Qual o provável diagnóstico?
Pseudotumor cerebral = Obesidade + Cefaleia + Papiledema + LCR normal com pressão ↑.
A hipertensão intracraniana idiopática, ou pseudotumor cerebral, é mais comum em mulheres jovens e obesas, manifestando-se com cefaleia, papiledema e, frequentemente, zumbido pulsátil. O diagnóstico é confirmado pela elevação da pressão de abertura do LCR com neuroimagem normal.
A Hipertensão Intracraniana Idiopática (HII), também conhecida como pseudotumor cerebral, é uma condição neurológica caracterizada por sinais e sintomas de pressão intracraniana elevada sem uma causa estrutural identificável no sistema nervoso central. Afeta predominantemente mulheres jovens e obesas, sendo crucial para a prática clínica e provas de residência. A fisiopatologia exata da HII não é completamente compreendida, mas envolve um desequilíbrio na produção e absorção do líquido cefalorraquidiano (LCR). O diagnóstico exige a exclusão de outras causas de hipertensão intracraniana por meio de neuroimagem (RM de crânio normal) e a demonstração de pressão de abertura do LCR elevada na punção lombar, além da presença de papiledema. O tratamento visa aliviar os sintomas, prevenir a perda visual e reduzir a pressão intracraniana. Inclui perda de peso, diuréticos como acetazolamida, e em casos refratários, procedimentos cirúrgicos como derivação liquórica ou fenestração da bainha do nervo óptico. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a perda visual permanente é uma complicação temida.
Os principais sinais e sintomas incluem cefaleia crônica e refratária, papiledema bilateral, zumbido pulsátil, náuseas e alterações visuais, como visão turva ou diplopia.
O diagnóstico é baseado na presença de sintomas sugestivos, papiledema, RM de crânio normal (excluindo outras causas) e pressão de abertura do líquido cefalorraquidiano (LCR) elevada (>25 cmH2O) na punção lombar.
A obesidade é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de hipertensão intracraniana idiopática, especialmente em mulheres jovens, embora o mecanismo exato ainda não seja totalmente compreendido.
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