INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023
Os efeitos deletérios da obesidade são bem conhecidos e documentados: maior associação com hipertensão, diabetes, AVE, doença coronariana, apneia do sono e consequentemente, mortalidade. Uma outra complicação pouco descrita, mas não menos importante, é a hipertensão intracraniana idiopática ou pseudotumor cerebri, principalmente em mulheres jovens obesas. Além da obesidade, o excesso de qual vitamina pode estar relacionado a esta patologia neurológica?
Obesidade + Vitamina A em excesso → Hipertensão Intracraniana Idiopática (Pseudotumor Cerebri).
A hipertensão intracraniana idiopática (HII) é uma condição de diagnóstico de exclusão, frequentemente associada à obesidade em mulheres jovens. O excesso de vitamina A (hipervitaminose A) é um fator de risco conhecido que pode agravar ou precipitar a HII, sendo crucial investigar a história dietética e de suplementos.
A hipertensão intracraniana idiopática (HII), também conhecida como pseudotumor cerebri, é uma síndrome caracterizada por sinais e sintomas de pressão intracraniana elevada sem uma causa estrutural ou infecciosa identificável. Afeta predominantemente mulheres jovens e obesas, com uma incidência crescente devido à epidemia de obesidade. O reconhecimento precoce é crucial para prevenir a perda visual permanente. A fisiopatologia exata da HII ainda não é completamente compreendida, mas envolve um desequilíbrio na homeostase do líquido cefalorraquidiano (LCR), seja por aumento da produção ou diminuição da absorção. Além da obesidade, o uso de certos medicamentos e condições como a hipervitaminose A são fatores de risco bem estabelecidos. O diagnóstico é feito por exclusão, após neuroimagem normal e punção lombar com pressão de abertura elevada. O tratamento da HII foca na redução da pressão intracraniana e na preservação da visão. A perda de peso é uma intervenção fundamental. Farmacologicamente, a acetazolamida é a primeira linha, atuando na redução da produção de LCR. Em casos refratários ou com perda visual progressiva, intervenções cirúrgicas como derivações ou fenestração da bainha do nervo óptico podem ser necessárias.
Os sintomas mais comuns incluem cefaleia persistente, papiledema (sinal mais importante), alterações visuais transitórias e zumbido pulsátil.
O excesso de vitamina A pode aumentar a produção de líquido cefalorraquidiano ou diminuir sua absorção, levando ao aumento da pressão intracraniana.
O tratamento visa reduzir a pressão intracraniana, geralmente com acetazolamida, e manejar os fatores de risco como a perda de peso e a suspensão de agentes precipitantes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo