AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Em relação ao manejo da Hipertensão Intracraniana no paciente HIV positivo com meningite criptocócica, assinale a alternativa VERDADEIRA:
HIC em meningite criptocócica refratária à PL diária → Considerar derivação liquórica.
A hipertensão intracraniana é uma complicação comum e grave da meningite criptocócica em pacientes HIV positivos. O manejo inicial envolve punções lombares de alívio diárias. Se a pressão permanecer elevada após 7-10 dias de PL diária, a derivação liquórica (shunt) deve ser considerada para controle da HIC.
A meningite criptocócica é uma infecção fúngica oportunista grave do sistema nervoso central, predominante em pacientes com HIV/SIDA e imunossupressão avançada. Uma das complicações mais desafiadoras e com maior impacto na morbimortalidade é a hipertensão intracraniana (HIC), que ocorre em até 80% dos casos e é um preditor independente de desfecho desfavorável. O manejo da HIC na meningite criptocócica é crucial e difere de outras causas de HIC. A pedra angular do tratamento é a punção lombar (PL) terapêutica diária, que visa drenar o excesso de líquido cefalorraquidiano (LCR) e reduzir a pressão intracraniana. O objetivo é manter a pressão de abertura do LCR abaixo de 20-25 cmH2O ou até o alívio dos sintomas. Corticoides e diuréticos osmóticos como manitol e acetazolamida não são rotineiramente recomendados e podem até ser prejudiciais em alguns contextos. Em casos de HIC refratária, onde a pressão de abertura do LCR permanece persistentemente elevada (acima de 25 cmH2O) ou os sintomas não melhoram após 7 a 10 dias de punções lombares diárias, a derivação liquórica (por exemplo, shunt ventriculoperitoneal) deve ser considerada. Esta medida cirúrgica é essencial para o controle a longo prazo da pressão e para prevenir danos neurológicos permanentes, sendo um ponto crítico para o residente.
A principal causa é a diminuição da reabsorção do líquido cefalorraquidiano (LCR) devido à inflamação das vilosidades aracnoides, resultando em acúmulo de LCR e aumento da pressão intracraniana.
A abordagem inicial consiste em punções lombares terapêuticas diárias para drenar LCR e reduzir a pressão de abertura, mantendo-a abaixo de 20-25 cmH2O ou aliviando os sintomas.
A derivação liquórica (por exemplo, shunt ventriculoperitoneal) é indicada quando a hipertensão intracraniana é refratária às punções lombares diárias, ou seja, a pressão de abertura permanece persistentemente elevada após 7 a 10 dias de drenagem diária.
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