PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Considera-se Hipertensão Intra-Abdominal valores da pressão intra-abdominal acima de
Pressão Intra-Abdominal (PIA) > 12 mmHg = Hipertensão Intra-Abdominal (HIA).
A hipertensão intra-abdominal (HIA) é definida como uma pressão intra-abdominal sustentada acima de 12 mmHg. É um precursor da síndrome compartimental abdominal (SCA) e pode levar a disfunção de múltiplos órgãos se não for reconhecida e tratada.
A Hipertensão Intra-Abdominal (HIA) é uma condição clínica definida como uma elevação sustentada da pressão intra-abdominal (PIA) acima de 12 mmHg. É um conceito fundamental na terapia intensiva e cirurgia, pois pode levar à Síndrome Compartimental Abdominal (SCA), uma emergência médica com alta morbimortalidade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são essenciais para otimizar os resultados dos pacientes. A fisiopatologia da HIA envolve o aumento do volume dentro da cavidade abdominal (por exemplo, por edema, ascite, sangramento, íleo) ou a diminuição da complacência da parede abdominal. O aumento da PIA compromete a perfusão de órgãos abdominais e torácicos, levando a disfunções orgânicas sistêmicas. A monitorização da PIA é geralmente realizada de forma indireta, através da pressão vesical, que se correlaciona bem com a pressão intra-abdominal. O tratamento da HIA visa reduzir a PIA e prevenir a progressão para SCA. Medidas incluem otimização volêmica, descompressão gástrica e intestinal, uso de agentes procinéticos, sedação e relaxamento muscular. Em casos refratários ou quando a SCA está instalada, a descompressão cirúrgica (laparostomia descompressiva) pode ser necessária. O prognóstico depende da causa subjacente, da gravidade da HIA e da rapidez da intervenção.
A monitorização da pressão intra-abdominal é crucial para identificar precocemente a hipertensão intra-abdominal e a síndrome compartimental abdominal, condições que podem levar à disfunção de múltiplos órgãos e alta mortalidade, exigindo intervenção rápida.
As causas incluem trauma abdominal, sepse grave, pancreatite aguda grave, grandes volumes de ressuscitação volêmica, hemorragia intra-abdominal, obstrução intestinal e ascite volumosa.
A HIA não tratada pode levar à síndrome compartimental abdominal, resultando em disfunção renal (oligúria), respiratória (insuficiência respiratória), cardiovascular (hipotensão) e neurológica, com alta mortalidade se não houver descompressão.
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