HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2020
Em uma gestante com quadro de hipertensão de início na gravidez, a droga que não deve ser utilizada é:
Diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida) são contraindicados na hipertensão gestacional pelo risco de hipoperfusão placentária.
Diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, não são recomendados para o tratamento da hipertensão na gravidez devido ao risco de diminuição do volume plasmático e hipoperfusão placentária, o que pode comprometer o desenvolvimento fetal. As drogas de primeira linha incluem alfa-metildopa, nifedipina e hidralazina.
A hipertensão na gravidez é uma condição comum que exige manejo cuidadoso para proteger tanto a mãe quanto o feto. É crucial que o médico conheça as opções farmacológicas seguras e as contraindicações, pois a escolha inadequada pode levar a complicações graves. A pré-eclâmpsia, uma forma grave de hipertensão gestacional, é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, ressaltando a importância de um tratamento eficaz e seguro. A fisiopatologia da hipertensão gestacional envolve alterações na regulação vascular e no volume plasmático. Drogas que afetam negativamente o fluxo sanguíneo uteroplacentário, como os diuréticos tiazídicos, devem ser evitadas. A alfa-metildopa é frequentemente a primeira escolha devido à sua eficácia e longo histórico de segurança. Nifedipina e hidralazina são alternativas importantes, especialmente em situações de emergência hipertensiva. O tratamento da hipertensão na gravidez visa controlar a pressão arterial materna para prevenir complicações como acidente vascular cerebral e descolamento prematuro de placenta, sem comprometer a perfusão fetal. A monitorização regular da pressão arterial, da função renal e hepática, e do bem-estar fetal é essencial. A educação da paciente sobre a importância da adesão ao tratamento e o reconhecimento de sinais de alerta também são componentes fundamentais do cuidado.
Os principais anti-hipertensivos contraindicados na gravidez são os diuréticos tiazídicos (como a hidroclorotiazida) e os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), devido aos riscos de hipoperfusão placentária e teratogenicidade fetal, respectivamente.
A hidroclorotiazida não deve ser usada em gestantes hipertensas porque pode reduzir o volume plasmático materno, levando à hipoperfusão placentária e comprometendo o fluxo sanguíneo para o feto. Isso pode resultar em restrição de crescimento intrauterino e outros desfechos adversos.
As opções de tratamento anti-hipertensivo consideradas seguras e de primeira linha para gestantes incluem a alfa-metildopa, a nifedipina (bloqueador de canal de cálcio) e a hidralazina. Essas drogas possuem um perfil de segurança bem estabelecido para a mãe e o feto.
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