INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014
Uma paciente com 32 anos de idade, previamente hígida e assintomática, teve parto vaginal a termo sem intercorrências. Nos três dias que antecederam o parto, realizou medidas diárias da pressão arterial (PA), com os seguintes resultados: 148 × 95 mmHg, 135 × 88 mmHg e 125 × 86 mmHg. Resultados de exames realizados nessa época: proteinúria de 24 horas = 295 mg/24h (Valor de referência = 300 mg/24h), hemograma normal, enzimas hepáticas normais. Durante o trabalho de parto, a PA sistólica manteve-se entre 125 a 130 mmHg e a PA diastólica entre 90 a 95 mmHg. A paciente manteve-se assintomática, sem nenhuma queixa de cefaleia, vômitos, náuseas, epigastralgia ou alterações visuais. A pressão arterial retornou a níveis normais ao longo das primeiras semanas do puerpério. Considerando a síndrome hipertensiva apresentada pela paciente, o diagnóstico é:
HAS após 20 sem + Sem proteinúria + Normalização no puerpério = Hipertensão Gestacional.
A hipertensão gestacional é um diagnóstico de exclusão (ausência de pré-eclâmpsia) que se confirma pela normalização da PA até 12 semanas após o parto.
As síndromes hipertensivas são as principais causas de morbimortalidade materna no Brasil. A diferenciação correta entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia é vital. A hipertensão gestacional ocorre em cerca de 6% das gestações e, embora tenha prognóstico melhor que a pré-eclâmpsia, requer vigilância pois uma parcela dessas pacientes evoluirá com sinais de gravidade ou proteinúria.
É o surgimento de hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) após a 20ª semana de gestação em mulher previamente normotensa, sem proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia.
O termo 'transitória' é usado quando a pressão arterial retorna aos níveis normais até a 12ª semana do puerpério.
A conduta é expectante, com monitoramento rigoroso da pressão arterial, pesquisa de proteinúria e avaliação do bem-estar fetal para detectar progressão para pré-eclâmpsia.
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