HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022
Primigesta, 37 anos, com idade gestacional de 36 semanas, chega ao centro obstétrico, com carta médica do posto de saúde solicitando avaliação materna e fetal devido à PA 142/92 mmHg na consulta de pré-natal. Ao exame físico no centro obstétrico, PA 146/94 mmHg, altura uterina de 35 cm, batimentos cardiofetais de 146 bpm, sem contrações uterinas e toque vaginal com BISHOP de 1. Qual é a conduta a ser realizada para essa paciente?
Hipertensão gestacional > 20 semanas: rastrear pré-eclâmpsia (proteinúria, sintomas). Se positivo e > 37 semanas, planejar parto.
Uma gestante com hipertensão após 20 semanas de gestação requer investigação para pré-eclâmpsia. Isso inclui a pesquisa de proteinúria e sintomas/sinais de gravidade. Se confirmada pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade, o parto é geralmente planejado a partir de 37 semanas, com monitoramento rigoroso.
A hipertensão gestacional é uma condição comum que se manifesta após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas, sem proteinúria. É crucial diferenciá-la da pré-eclâmpsia, que é caracterizada pela hipertensão associada à proteinúria ou a sinais de disfunção de órgãos-alvo maternos ou fetais. A identificação precoce e o manejo adequado são fundamentais para prevenir complicações graves para a mãe e o feto. O diagnóstico de hipertensão gestacional exige a aferição da pressão arterial em duas ocasiões distintas. Uma vez estabelecido o diagnóstico, o rastreio para pré-eclâmpsia é mandatório, incluindo a pesquisa de proteinúria e a avaliação de sintomas como cefaleia, escotomas, dor em hipocôndrio direito ou epigástrica, e edema. Exames laboratoriais como hemograma, plaquetas, função renal e hepática também são essenciais para classificar a gravidade e monitorar a evolução. O manejo da hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade envolve monitoramento rigoroso da pressão arterial, bem-estar fetal e materno. Em gestações a termo (≥ 37 semanas), o parto é geralmente indicado. A via de parto (vaginal ou cesariana) dependerá das condições obstétricas e do Bishop. Em casos de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, o parto pode ser antecipado, e o uso de sulfato de magnésio para neuroproteção e prevenção de eclampsia é indicado.
Hipertensão gestacional é definida como pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg, aferida em duas ocasiões com intervalo de 4 horas, após a 20ª semana de gestação, em mulher previamente normotensa e sem proteinúria.
O rastreio inclui a pesquisa de proteinúria (ex: fita reagente, relação proteína/creatinina ou proteinúria de 24h), além da avaliação de sintomas como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica e exames laboratoriais (função renal, hepática, plaquetas).
Em casos de pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade e idade gestacional ≥ 37 semanas, a conduta geralmente envolve a internação para monitoramento materno e fetal, e o planejamento do parto, que pode ser induzido ou por cesariana, dependendo das condições cervicais e obstétricas.
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