Distúrbios Hipertensivos na Gestação: Diagnóstico e Classificação

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012

Enunciado

Acerca de distúrbios hipertensivos na gestação, é correto afirmar que uma paciente gestante com:

Alternativas

  1. A) Hipertensão acima de 140 x 90 mmHg, sem edema e sem proteinúria, apresenta característica de pré-eclâmpsia grave.
  2. B) Hipertensão leve ou moderada, sem edema e sem proteinúria, apresenta característica de hipertensão transitória.
  3. C) Hipertensão, edema e proteinúria antes das 20 semanas de gestação, apresenta características de doença hipertensiva específica da gestação.
  4. D) Hipertensão antes das 20 semanas de gestação com proteinúria de 24 horas com mais de 300 mg/L, apresenta característica de hipertensão crônica.
  5. E) Acréscimo na pressão diastólica de 15 mmHg e na sistólica de 30 mmHg, com edema, apresenta características de doença hipertensiva específica da gestação.

Pérola Clínica

Hipertensão após 20 sem sem proteinúria ou sinais de gravidade = Hipertensão Gestacional.

Resumo-Chave

A hipertensão gestacional (ou transitória) é definida pelo surgimento de níveis pressóricos ≥ 140/90 mmHg após a 20ª semana, sem proteinúria ou disfunção orgânica.

Contexto Educacional

Os distúrbios hipertensivos complicam cerca de 10% das gestações e são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A classificação correta é fundamental para o manejo clínico. A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica, enquanto a hipertensão gestacional isolada costuma ter melhor prognóstico, embora exija vigilância rigorosa, pois até 25% dessas pacientes podem evoluir para pré-eclâmpsia. O uso de critérios pressóricos isolados (como o aumento de 30/15 mmHg) foi abandonado em favor de valores absolutos (140/90 mmHg) para evitar sobrediagnóstico.

Perguntas Frequentes

O que define a hipertensão gestacional?

A hipertensão gestacional é caracterizada pelo surgimento de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após a 20ª semana de gestação em uma mulher previamente normotensa, na ausência de proteinúria ou outros sinais de disfunção de órgãos-alvo (como trombocitopenia, insuficiência renal ou alterações hepáticas). Se a pressão retornar ao normal até 12 semanas após o parto, é retrospectivamente chamada de hipertensão transitória.

Qual o critério para hipertensão crônica na gravidez?

A hipertensão crônica é definida como a pressão arterial elevada (≥ 140/90 mmHg) que está presente antes da gravidez ou que é diagnosticada antes de 20 semanas de gestação. Hipertensões que persistem por mais de 12 semanas após o parto também são classificadas como crônicas.

A proteinúria é obrigatória para o diagnóstico de pré-eclâmpsia?

Não. Embora a proteinúria (≥ 300 mg em 24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) seja o achado clássico, a pré-eclâmpsia pode ser diagnosticada na ausência desta se houver hipertensão de início recente associada a sinais de gravidade, como plaquetopenia (< 100.000), disfunção renal (creatinina > 1,1), elevação de transaminases, edema agudo de pulmão ou sintomas visuais/cerebrais.

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