SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2026
Uma gestante de 32 anos de idade, G1P0, com 31 semanas de gestação, apresentou PA = 152x98 mmHg em dois momentos distintos, sem proteinúria. Ao exame, verificou-se boa vitalidade fetal, sem sintomas. Exames laboratoriais e de imagem: hemograma e enzimas hepáticas normais; ácido úrico normal; doppler de artérias uterinas com incisura bilateral. Assinale a alternativa que indica a conduta ideal para essa paciente:
PA ≥ 140/90 após 20 sem + ausência de proteinúria/disfunção = Hipertensão Gestacional.
O diagnóstico de hipertensão gestacional exige monitoramento rigoroso, pois cerca de 25% evoluem para pré-eclâmpsia. O manejo é ambulatorial se não houver sinais de gravidade ou comprometimento fetal.
A hipertensão na gestação é classificada em quatro categorias principais: hipertensão crônica, pré-eclâmpsia/eclâmpsia, hipertensão gestacional e hipertensão crônica com pré-eclâmpsia sobreposta. A hipertensão gestacional é um diagnóstico que requer vigilância constante, pois a transição para pré-eclâmpsia pode ocorrer subitamente. O tratamento ambulatorial com monitoramento de vitalidade fetal e exames laboratoriais semanais é o padrão para casos sem sinais de gravidade.
A hipertensão gestacional é definida pelo surgimento de níveis pressóricos ≥ 140/90 mmHg após a 20ª semana de gestação em uma paciente previamente normotensa, sem a presença de proteinúria significativa ou outros sinais de disfunção orgânica (como plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas ou sintomas neurológicos).
O Doppler de artérias uterinas avalia a resistência ao fluxo sanguíneo e a qualidade da invasão trofoblástica. A presença de incisura bilateral após 24-26 semanas indica uma falha na segunda onda de migração trofoblástica, o que aumenta o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal, exigindo vigilância mais estreita.
O início de anti-hipertensivos (como metildopa, nifedipino ou hidralazina) é geralmente recomendado quando a PA atinge níveis ≥ 150/100 mmHg, visando reduzir o risco de complicações maternas graves, como o acidente vascular cerebral, embora não previna a progressão para pré-eclâmpsia.
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