HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
A respeito da fisiopatologia das Síndromes Hipertensivas na Gestação, pode-se afirmar. Entre as alternativas abaixo, assinale as que estão corretas: I. A Hipertensão Gestacional é definida pela presença de pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg em duas medidas. II. A presença de proteinúria na gestação deve ser considerada a perda de 300 mg ou mais em urina de 24 horas III. A Pré-eclâmpsia (PE) é definida por Hipertensão Arterial(HA) identificada pela primeira vez após a 10ª semana de gestação associada à proteinúria. IV. Gestantes com Hipertensão Arterial preexistente à gestação ou identificada antes de 20 semanas apresenta Hipertensão Arterial Crônica. V. Hipertensão Arterial Crônica é definida em gestante sem HAS prévia, mas que mantém PA elevada até 4 semanas depois do parto. Estão corretas as afirmativas?
Definições de síndromes hipertensivas na gestação: HA gestacional >140/90 após 20s; proteinúria >300mg/24h; HA crônica antes 20s ou preexistente.
A correta classificação das síndromes hipertensivas na gestação é crucial para o manejo. Hipertensão Gestacional é HA após 20 semanas sem proteinúria. Pré-eclâmpsia é HA após 20 semanas com proteinúria ou disfunção de órgão-alvo. Hipertensão Arterial Crônica é HA preexistente ou diagnosticada antes de 20 semanas.
As síndromes hipertensivas na gestação representam uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. Sua incidência varia, mas a pré-eclâmpsia afeta cerca de 2-8% das gestações. A correta classificação e manejo são cruciais para prevenir complicações graves como eclâmpsia, síndrome HELLP, restrição de crescimento intrauterino e descolamento prematuro de placenta. A compreensão da fisiopatologia e dos critérios diagnósticos é fundamental para todos os profissionais de saúde que atuam na obstetrícia. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal, resultando em isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos que causam disfunção endotelial sistêmica. A Hipertensão Gestacional é definida por PA ≥ 140/90 mmHg em duas medidas, após 20 semanas de gestação, sem proteinúria. A Pré-eclâmpsia é a mesma HA, mas com proteinúria ≥ 300 mg/24h ou sinais de disfunção de órgão-alvo (ex: plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal, edema pulmonar, sintomas neurológicos). A Hipertensão Arterial Crônica é aquela preexistente à gestação ou diagnosticada antes de 20 semanas. O manejo das síndromes hipertensivas varia conforme a classificação e a gravidade. O tratamento visa controlar a pressão arterial, prevenir convulsões (com sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia grave) e monitorar o bem-estar materno e fetal. A única cura definitiva para a pré-eclâmpsia é o parto. O prognóstico depende da idade gestacional no diagnóstico e da gravidade da doença, sendo essencial um acompanhamento rigoroso e individualizado para otimizar os resultados para mãe e bebê.
A Hipertensão Gestacional é definida por pressão arterial elevada (≥140/90 mmHg) que surge após a 20ª semana de gestação, sem proteinúria. A Pré-eclâmpsia, por sua vez, é a hipertensão que surge após 20 semanas, acompanhada de proteinúria (≥300 mg/24h) ou sinais de disfunção de órgão-alvo.
A Hipertensão Arterial Crônica na gestação é diagnosticada quando a hipertensão já existia antes da gravidez, ou quando é identificada antes da 20ª semana de gestação, ou ainda se persiste por mais de 12 semanas após o parto, sem resolução.
Para o diagnóstico de Pré-eclâmpsia, a proteinúria é considerada significativa quando há perda de 300 mg ou mais de proteína em uma coleta de urina de 24 horas, ou em testes rápidos, uma relação proteína/creatinina urinária ≥ 0,3.
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