UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
Mulher de 30 anos, primigesta, vai à consulta de pré-natal com 24 semanas de gestação. A medida da pressão arterial foi de 155x100 mmHg, confirmada posteriormente, e conforme técnica adequada. Nega histórico prévio de hipertensão arterial ou outras doenças. Ao exame, edema discreto em membros inferiores, sem outras alterações. Exames laboratoriais de rotina de pré-natal, inclusive proteinúria, dentro da normalidade. Foram fornecidas orientações sobre a importância do controle pressórico e a necessidade de monitorização frequente, além da adesão à terapia farmacológica a ser instituída. A paciente foi orientada a procurar o serviço de emergência caso apresente sintomas como dor de cabeça intensa, alterações visuais ou dor abdominal. Qual das alternativas a seguir descreve a conduta farmacológica mais adequada para o manejo da condição desta paciente?
HAS gestacional (24 sem, PA ≥ 140/90) → Metildopa ou Hidralazina são 1ª linha; IECAs/BRAs contraindicados.
A paciente apresenta hipertensão gestacional, definida por PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas de gestação, sem proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia. O tratamento farmacológico é indicado para PA ≥ 150/100 mmHg ou 140/90 mmHg com comorbidades. Metildopa e hidralazina são as drogas de primeira linha seguras na gestação, enquanto IECAs e BRAs são contraindicados devido a teratogenicidade.
A hipertensão na gestação é uma das complicações médicas mais comuns, afetando cerca de 5-10% das gestações. É classificada em hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, hipertensão crônica e hipertensão crônica com pré-eclâmpsia superposta. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir morbimortalidade materna e perinatal. A paciente do caso apresenta hipertensão gestacional, pois a PA está elevada após 20 semanas, sem histórico prévio e sem proteinúria. O manejo da hipertensão gestacional envolve monitorização rigorosa da pressão arterial, avaliação de sinais e sintomas de pré-eclâmpsia (como cefaleia, alterações visuais, dor abdominal) e, se necessário, terapia farmacológica. A decisão de iniciar o tratamento medicamentoso geralmente ocorre quando a PA atinge níveis de 150/100 mmHg ou 140/90 mmHg em pacientes com comorbidades ou risco aumentado. O objetivo é manter a PA em níveis seguros, geralmente abaixo de 150/100 mmHg, sem comprometer a perfusão uteroplacentária. As opções farmacológicas seguras na gestação são limitadas. A metildopa é frequentemente a primeira escolha devido à sua eficácia e longo histórico de segurança. A hidralazina é um vasodilatador que pode ser usado, especialmente em crises hipertensivas. Labetalol e nifedipino também são opções. É fundamental evitar medicamentos contraindicados, como os inibidores da ECA (enalapril) e os bloqueadores do receptor da angiotensina (losartana), que são teratogênicos, e o atenolol, que pode causar restrição de crescimento fetal. O acompanhamento é essencial, com orientações claras sobre sinais de alarme.
A hipertensão gestacional é diagnosticada quando a pressão arterial é ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com pelo menos 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação, em uma mulher previamente normotensa, e na ausência de proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia.
Os medicamentos anti-hipertensivos de primeira linha e considerados seguros na gravidez incluem a metildopa (inibidor alfa-adrenérgico central), a hidralazina (vasodilatador direto) e o labetalol (betabloqueador com ação alfa-bloqueadora). Nifedipino (bloqueador de canal de cálcio) também pode ser usado.
Inibidores da ECA (como enalapril) e bloqueadores do receptor da angiotensina (como losartana) são contraindicados na gestação devido ao risco de teratogenicidade, incluindo malformações renais, oligodrâmnio e óbito fetal, especialmente quando usados no segundo e terceiro trimestres.
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