HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2015
Uma gestante primigesta de 26 semanas, em acompanhamento no pré-natal de risco habitual, apresentou, na consulta, aumento dos níveis pressóricos. Ao exame físico, constatou-se PA em repouso de 145 x 100 mmHg (confirmada), edema MMII +/4+, BCF positivo e AFU compatível com a idade gestacional. O obstetra iniciou medicação anti- hipertensiva apropriada, solicitou ecografia obstétrica com Doppler e encaminhou a paciente ao pré-natal de alto risco. Considerando esse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a medicação que provavelmente foi prescrita.
Hipertensão na gestação: Metildopa é a droga de escolha para controle crônico, segura e eficaz.
A Metildopa é o anti-hipertensivo de primeira linha e mais seguro para o tratamento da hipertensão arterial crônica ou gestacional, pois possui um perfil de segurança bem estabelecido para a mãe e o feto, sem efeitos teratogênicos.
A hipertensão na gestação é uma das complicações mais comuns, afetando cerca de 5-10% das gestações e sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações como pré-eclâmpsia, eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino e descolamento prematuro de placenta. A diferenciação entre hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e hipertensão crônica é fundamental para a conduta. No caso apresentado, a gestante com 26 semanas e PA elevada (145x100 mmHg) com edema de MMII sugere um quadro hipertensivo gestacional, que pode evoluir para pré-eclâmpsia. A escolha do anti-hipertensivo na gravidez é restrita devido aos potenciais efeitos teratogênicos e fetais de muitas drogas. A Metildopa é amplamente reconhecida como a droga de primeira linha para o tratamento da hipertensão crônica ou gestacional, devido ao seu perfil de segurança bem estabelecido para a mãe e o feto, com décadas de uso e estudos que comprovam sua eficácia e ausência de efeitos adversos significativos. Outras opções seguras incluem o Labetalol e o Nifedipino. No entanto, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) como Captopril e Enalapril, e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) como Losartana, são estritamente contraindicados devido ao risco de teratogenicidade e toxicidade fetal, especialmente no segundo e terceiro trimestres. O manejo inclui monitoramento rigoroso da PA, avaliação de proteinúria e sinais de disfunção de órgãos-alvo, além de acompanhamento em pré-natal de alto risco.
Inibidores da ECA (Captopril, Enalapril) e Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (Losartana) são contraindicados devido ao risco de teratogenicidade, como malformações renais e oligodrâmnio.
Outras opções seguras incluem Labetalol (betabloqueador), Nifedipino (bloqueador de canal de cálcio) e Hidralazina (vasodilatador direto), especialmente para crises hipertensivas.
Hipertensão gestacional é definida como PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas de gestação em mulher previamente normotensa, sem proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos-alvo.
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