HCanMT - Hospital de Câncer de Mato Grosso — Prova 2015
Gestante no 3° trimestre, com pressão arterial de 140 x 90 mmHg, ausência de proteinúria e sem outras alterações, recebe o diagnóstico de hipertensão gestacional. Qual a conduta correta?
Hipertensão gestacional = PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas, sem proteinúria ou disfunção orgânica → acompanhamento clínico e do trabalho de parto.
A hipertensão gestacional é definida pela elevação da pressão arterial após 20 semanas de gestação, sem proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia. A conduta inicial é o acompanhamento rigoroso, pois a maioria dos casos não requer intervenção medicamentosa imediata, e o parto é a cura definitiva.
A hipertensão gestacional é uma condição que se manifesta após a 20ª semana de gestação, caracterizada por pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas aferições com intervalo de 4 horas, em mulher previamente normotensa, e sem a presença de proteinúria ou outros sinais de disfunção de órgãos-alvo. É importante diferenciá-la da hipertensão crônica (presente antes da gestação ou diagnosticada antes de 20 semanas) e da pré-eclâmpsia. O diagnóstico diferencial com pré-eclâmpsia é crucial, pois esta última envolve proteinúria e/ou disfunção de órgãos-alvo (renal, hepática, neurológica, hematológica, uteroplacentária) e tem um risco significativamente maior de complicações maternas e fetais. A ausência de proteinúria é o principal fator que distingue a hipertensão gestacional da pré-eclâmpsia. A conduta para hipertensão gestacional geralmente envolve acompanhamento rigoroso da gestante e do feto, com monitoramento da pressão arterial, exames laboratoriais seriados para detectar proteinúria ou disfunção orgânica, e avaliação do bem-estar fetal. O tratamento medicamentoso anti-hipertensivo pode ser indicado se a PA atingir níveis mais elevados (geralmente ≥ 150/100 mmHg). O sulfato de magnésio é reservado para pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia, e a cesariana não é a conduta inicial, sendo o parto a cura definitiva da condição.
Hipertensão gestacional é diagnosticada quando a pressão arterial é ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação, na ausência de proteinúria ou outros sinais de disfunção orgânica.
A conduta inicial é o acompanhamento rigoroso da gestante e do feto, incluindo monitoramento da pressão arterial, avaliação de proteinúria e sinais de pré-eclâmpsia, e acompanhamento do trabalho de parto.
A principal diferença é a ausência de proteinúria e de outros sinais de disfunção de órgãos-alvo na hipertensão gestacional. A pré-eclâmpsia é caracterizada pela hipertensão associada à proteinúria ou disfunção orgânica.
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