UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
As síndromes hipertensivas são a intercorrência clínica mais comum da gestação e representam a principal causa de morbimortalidade materna no mundo. Sobre a classificação de hipertensão na gravidez é correto afirmar que:
Hipertensão Gestacional: PA elevada >20 sem em normotensa, SEM proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia.
A hipertensão gestacional é definida pelo surgimento de hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) após a 20ª semana de gestação em uma mulher previamente normotensa, na ausência de proteinúria ou outros sinais e sintomas de pré-eclâmpsia. É crucial diferenciá-la da pré-eclâmpsia, pois o manejo e o prognóstico podem variar.
As síndromes hipertensivas na gestação representam a intercorrência clínica mais comum e uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A classificação precisa dessas condições é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações. Elas incluem hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclampsia, síndrome HELLP e hipertensão arterial crônica, com ou sem pré-eclâmpsia sobreposta. A epidemiologia destaca a importância do rastreamento e diagnóstico precoce para otimizar os desfechos. A hipertensão gestacional é caracterizada pelo surgimento de hipertensão arterial (pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas aferições com intervalo de 4 horas) após a 20ª semana de gestação, em uma mulher previamente normotensa, na ausência de proteinúria ou outros sinais de disfunção de órgãos-alvo que definiriam a pré-eclâmpsia. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas envolve disfunção endotelial e alterações na perfusão placentária. O diagnóstico diferencial com pré-eclâmpsia é crucial, pois a presença de proteinúria ou outros sinais de gravidade muda a conduta. O manejo da hipertensão gestacional envolve monitoramento rigoroso da pressão arterial, avaliação da função renal e hepática, contagem de plaquetas e vigilância fetal. Embora a maioria dos casos seja leve e não progrida para pré-eclâmpsia, cerca de 15-50% das pacientes podem desenvolver pré-eclâmpsia. O prognóstico geralmente é bom, mas o acompanhamento pós-parto é importante, pois essas mulheres têm maior risco de desenvolver hipertensão crônica no futuro. A educação da gestante sobre os sinais de alerta e a importância do acompanhamento pré-natal são essenciais para um desfecho favorável.
Hipertensão gestacional é diagnosticada por níveis pressóricos ≥140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4 horas de intervalo, após a 20ª semana de gestação, em mulher previamente normotensa, sem proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia.
A principal diferença é a ausência de proteinúria e de sinais de disfunção de órgãos-alvo (como plaquetopenia, disfunção hepática ou renal, edema pulmonar, sintomas neurológicos) na hipertensão gestacional, que estão presentes na pré-eclâmpsia.
Embora geralmente menos grave que a pré-eclâmpsia, a hipertensão gestacional aumenta o risco de pré-eclâmpsia (até 50% das pacientes), restrição de crescimento fetal, parto prematuro e descolamento prematuro de placenta.
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