HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Primigesta, 31 anos de idade, gestante no 3º trimestre (36 semanas), realizando consultas de pré-natal a cada 3 meses, apresenta-se assintomática na consulta atual. Observou-se, na primeira consulta, PA: 120 × 80 mmHg. Na consulta do 2º trimestre a medida foi de 120 × 70 mmHg e na consulta atual 120 × 90 mmHg. Refere ter buscado pronto-socorro há 1 semana por cefaleia e a pressão aferida foi de 140 × 90 mmHg quando realizou exames com resultados normais e a pressão normalizou com repouso. A conduta mais adequada é:
PA > 140/90 mmHg após 20 semanas + sem proteinúria = Hipertensão Gestacional. Metildopa é 1ª linha.
A paciente apresenta elevação da pressão arterial (140x90 mmHg) após 20 semanas de gestação, sem proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia, caracterizando hipertensão gestacional. A metildopa é o anti-hipertensivo de primeira linha e mais seguro para uso na gravidez, sendo a conduta mais adequada para controle pressórico e monitoramento.
A hipertensão na gestação é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, afetando cerca de 5-10% das gestações. É crucial diferenciar os tipos de hipertensão gestacional: hipertensão crônica (presente antes da gestação ou antes de 20 semanas), hipertensão gestacional (após 20 semanas, sem proteinúria), pré-eclâmpsia (hipertensão gestacional com proteinúria ou disfunção de órgãos) e pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica. A fisiopatologia da hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial e má-adaptação placentária, levando a vasoconstrição e aumento da resistência vascular. O diagnóstico é feito pela aferição da pressão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo) e pela exclusão de proteinúria significativa ou outros sinais de pré-eclâmpsia. A cefaleia, embora um sintoma de alerta, pode ser inespecífica e deve ser avaliada no contexto da PA. O tratamento da hipertensão gestacional visa controlar a pressão arterial para prevenir complicações maternas, como AVC, e melhorar o fluxo placentário. A metildopa é a droga de escolha devido ao seu perfil de segurança e eficácia comprovados na gravidez. O controle pressórico rigoroso e o monitoramento fetal são essenciais. A indução do parto é considerada em casos de hipertensão grave ou ao atingir a idade gestacional de termo, para minimizar riscos.
Hipertensão gestacional é a elevação da pressão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) que surge após 20 semanas de gestação, sem proteinúria. Pré-eclâmpsia é a hipertensão gestacional associada à proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos-alvo.
A metildopa é o anti-hipertensivo de primeira linha e mais seguro para uso na gravidez. Outras opções incluem nifedipino e hidralazina, dependendo da situação clínica.
A indução do parto é geralmente considerada em casos de hipertensão gestacional grave ou quando a gestação atinge 37 semanas, para evitar complicações maternas e fetais, sempre avaliando o risco-benefício.
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