SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2026
Durante a consulta pré-natal, uma gestante com 28 semanas apresentava-se assintomática e com pressão arterial de 112x70 mmHg. O exame de urina mostrou ausência de proteinúria significativa. A avaliação clínica foi compatível com a evolução adequada da gestação. Considerando esse caso, assinale a alternativa que corresponde à conduta adequada acerca da monitorização da pressão arterial na gestação:
Aferição da PA em TODAS as consultas pré-natais → Rastreio precoce obrigatório de síndromes hipertensivas.
A monitorização sistemática da pressão arterial em cada consulta de pré-natal é o padrão-ouro para a detecção precoce da hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia, permitindo intervenções oportunas e redução da morbimortalidade materna.
A monitorização da pressão arterial é um dos pilares da assistência pré-natal de qualidade. As síndromes hipertensivas da gestação representam a principal causa de morte materna direta no Brasil. O diagnóstico precoce permite a classificação correta entre hipertensão crônica, hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia, orientando a frequência das consultas e a necessidade de interrupção da gestação. Além da aferição clínica, o médico deve estar atento a sinais de alarme como cefaleia, distúrbios visuais e dor epigástrica. Em pacientes de alto risco, como aquelas com histórico de pré-eclâmpsia anterior ou doenças autoimunes, o uso profilático de aspirina e cálcio pode ser indicado, mas a vigilância pressórica contínua permanece indispensável para todas as gestantes.
A pressão arterial deve ser aferida em todas as consultas de pré-natal, independentemente da idade gestacional ou da ausência de sintomas. A técnica deve ser padronizada, com a paciente sentada, braço ao nível do coração e manguito de tamanho adequado. Este rastreamento é fundamental para identificar precocemente a hipertensão gestacional (surgimento após 20 semanas sem proteinúria) ou a pré-eclâmpsia, que podem evoluir rapidamente para quadros graves como a eclampsia ou síndrome HELLP.
A hipertensão gestacional é definida pelo aumento da PA (≥ 140/90 mmHg) após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas, sem a presença de proteinúria ou sinais de disfunção orgânica. Já a pré-eclâmpsia é caracterizada pela hipertensão associada à proteinúria significativa (≥ 300mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) ou, na ausência desta, por sinais de gravidade como trombocitopenia, disfunção renal, alteração hepática ou sintomas visuais/cerebrais.
Sim, aparelhos automáticos podem ser utilizados, desde que sejam validados especificamente para uso em gestantes e submetidos a calibração periódica. No entanto, a técnica manual com esfigmomanômetro de mercúrio ou aneroide ainda é considerada confiável. O importante é manter a padronização da técnica para evitar falsos diagnósticos ou subestimação dos níveis pressóricos, o que poderia atrasar o manejo clínico adequado.
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