SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Paciente de 27 anos; G2P0A1C0; 32 semanas e 3 dias; com diabetes gestacional controlada com dieta; apresenta aumento dos níveis pressóricos em consulta de pré-natal de rotina, sem queixas (140x90mmHg – reaferida 130x90mmHg). Você solicita exames para classificação da síndrome hipertensiva gestacional e avaliação de lesão de órgão-alvo: proteinúria de 24h de 260mg/24h; hb 11,8mg/dl; Hto 38,8%; plaquetas 182mil; TGO 14U/ml; TGP 16U/ml; ureia 20mg/dl; creatinina 0,5mg/dl; Bilirrubinas totais 0,8mg/dl e DHL 205U/L. Diante desse caso, responda: Qual a classificação desta síndrome hipertensiva?
Hipertensão gestacional = PA ≥ 140/90 mmHg após 20 sem + proteinúria < 300mg/24h + sem LOA.
A hipertensão gestacional é definida pela elevação da pressão arterial (≥ 140/90 mmHg) após a 20ª semana de gestação, sem proteinúria significativa (< 300mg/24h) e sem sinais de lesão de órgão-alvo. É crucial diferenciá-la da pré-eclâmpsia, que exige proteinúria ou sinais de gravidade.
As síndromes hipertensivas na gravidez representam uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, sendo cruciais para a prática do residente. A hipertensão gestacional é definida pelo surgimento de hipertensão arterial (≥ 140/90 mmHg) após a 20ª semana de gestação, sem proteinúria significativa e sem sinais de lesão de órgão-alvo previamente existentes. Sua incidência varia, mas é uma condição comum que exige monitoramento rigoroso. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e alterações vasculares, embora menos graves que na pré-eclâmpsia. O diagnóstico diferencial é fundamental, pois a ausência de proteinúria ou de sinais de gravidade distingue a hipertensão gestacional da pré-eclâmpsia. A suspeita deve surgir em qualquer gestante com elevação pressórica após a 20ª semana, exigindo investigação laboratorial para descartar lesão de órgão-alvo. O tratamento da hipertensão gestacional é primariamente expectante, com monitoramento rigoroso da pressão arterial, exames laboratoriais e bem-estar fetal. O prognóstico é geralmente bom, mas há um risco aumentado de progressão para pré-eclâmpsia, especialmente em pacientes com comorbidades como diabetes gestacional. A atenção deve ser redobrada para a detecção precoce de qualquer sinal de agravamento.
A hipertensão gestacional é diagnosticada por pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg, aferida em duas ocasiões com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação, na ausência de proteinúria significativa (< 300mg/24h) e sem sinais de lesão de órgão-alvo.
A principal diferença é a ausência de proteinúria significativa ou de sinais de lesão de órgão-alvo na hipertensão gestacional. A pré-eclâmpsia requer proteinúria ≥ 300mg/24h ou o desenvolvimento de sinais de gravidade.
Exames incluem proteinúria de 24 horas (ou relação proteinúria/creatinina), hemograma completo (plaquetas), função hepática (TGO, TGP, DHL, bilirrubinas), função renal (ureia, creatinina) e ácido úrico para avaliar lesão de órgão-alvo.
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