UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
A hipertensão arterial complica cerca de 7% a 10% de toda as gestações, incidência que pode variar com a população estudada e os critérios utilizados para diagnóstico. É a complicação médica mais comum da gravidez e a principal causa de morbimortalidades materna e perinatal. (Manual de Gestação de Alto Risco - FEBRASGO). Sobre hipertensão na gestação, assinale a afirmativa INCORRETA.
Hipertensão gestacional: após 20ª sem, sem proteinúria, SEM HAS prévia.
A hipertensão gestacional é diagnosticada após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas, sem proteinúria. É crucial diferenciá-la da pré-eclâmpsia e da hipertensão arterial crônica, pois o manejo e o prognóstico são distintos.
A hipertensão na gestação é uma das complicações médicas mais frequentes e uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A correta classificação dos distúrbios hipertensivos é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de desfechos adversos. As diretrizes da FEBRASGO são um guia essencial para residentes e profissionais de saúde. Os distúrbios hipertensivos na gravidez incluem hipertensão arterial crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica. A hipertensão gestacional é caracterizada por hipertensão que surge após a 20ª semana, sem proteinúria, em mulheres previamente normotensas. A pré-eclâmpsia, por sua vez, adiciona a proteinúria (ou disfunção de órgão-alvo) ao quadro hipertensivo, e pode ocorrer antes da 20ª semana em casos de doença trofoblástica gestacional. O diagnóstico precoce e a monitorização rigorosa são cruciais. O tratamento visa controlar a pressão arterial, prevenir complicações como eclâmpsia e Síndrome HELLP, e otimizar o momento do parto. A educação da paciente sobre sinais de alerta e a importância do acompanhamento pré-natal são medidas preventivas importantes.
A hipertensão arterial crônica é diagnosticada quando a pressão arterial elevada está presente antes da gestação ou é identificada antes da 20ª semana de gravidez, ou ainda se persiste por mais de 12 semanas após o parto.
A diferença crucial é a presença de proteinúria: a pré-eclâmpsia é hipertensão acompanhada de proteinúria (ou sinais de disfunção de órgãos-alvo), enquanto a hipertensão gestacional é apenas hipertensão sem proteinúria, ambas após a 20ª semana.
Em casos de doença trofoblástica gestacional, a pré-eclâmpsia pode se manifestar antes da 20ª semana de gravidez, o que é uma exceção à regra geral de diagnóstico após a 20ª semana.
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