PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021
Uma mulher de 30 anos, 2 gesta 1 para, na 22ª semana de gestação se apresenta na clínica obstétrica ambulatorial para uma consulta pré-natal de rotina. Ela não tem história médica pregressa significativa. Sua primeira gestação foi normal e seu filho (agora com 4 anos de idade) cresce bem. Ao exame físico ela está afebril, com frequência respiratória de 16 movimentos respiratórios por minuto, pulso de 91 bpm e pressão arterial (PA) de 132/102 mmHg. A leitura prévia da PA foi 120/80 mmHg. A urinálise é negativa para glicose e proteína. Pede-se que a paciente retorne em 1 semana para verificação da PA. Ao dar entrada na clínica, a paciente conta à enfermeira que não tem nenhum sintoma. Entretanto, no exame físico, sua PA aumentou para 142/106 mmHg. A urinálise permanece negativa para glicose e proteína. Frente ao caso clínico, assinale a alternativa correta:
Hipertensão gestacional (PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas, sem proteinúria) → risco de pré-eclâmpsia.
A paciente apresenta hipertensão gestacional (PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas de gestação, sem proteinúria). Embora não seja pré-eclâmpsia no momento, a hipertensão gestacional é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome HELLP.
As síndromes hipertensivas da gestação representam uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A classificação e o diagnóstico preciso são fundamentais para o manejo adequado e a prevenção de complicações graves. A hipertensão gestacional é um diagnóstico temporário que exige vigilância. A fisiopatologia das síndromes hipertensivas na gestação, especialmente da pré-eclâmpsia, envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. A hipertensão gestacional é definida pela elevação da pressão arterial após a 20ª semana de gestação em uma mulher previamente normotensa, sem proteinúria. É crucial monitorar essas pacientes de perto, pois aproximadamente 25% delas desenvolverão pré-eclâmpsia. O manejo inicial da hipertensão gestacional foca na monitorização rigorosa da pressão arterial, avaliação de proteinúria e sinais de disfunção orgânica. Embora modificações no estilo de vida sejam importantes, o tratamento farmacológico pode ser necessário para controlar a PA e prevenir complicações. O residente deve estar apto a identificar os sinais de alerta para a progressão para pré-eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome HELLP, que são emergências obstétricas.
Hipertensão gestacional é definida por pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas ocasiões, com pelo menos 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação, em mulher previamente normotensa e sem proteinúria.
As principais complicações incluem a progressão para pré-eclâmpsia, eclâmpsia (convulsões) e síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas, plaquetopenia), além de restrição de crescimento fetal e parto prematuro.
A hipertensão gestacional é reclassificada como pré-eclâmpsia quando há o desenvolvimento de proteinúria (≥ 300 mg em 24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) ou sinais de disfunção orgânica materna.
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