USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Mulher; 22 anos, G2P1 (1 PN) em seguimento no pré-natal com 33 semanas de gestação pelo ultrassom. Comparece no centro obstétrico com queixa de contrações uterinas há 2 horas, nega perdas vaginais e refere boa movimentação fetal. Ao exame: bom estado geral, pressão arterial: 160 x 110 mmHg. Abdome: gravídico, AU: 32cm, dinâmica: ausente e BCF: 150 bpm. Cardiotocografia: feto ativo.Exames laboratoriais: urina tipo 1: proteinúria ausente, creatinina: 0,7 mg/dL. Hemoglobina: 13,2 g/dL. Plaquetas: 233.000 mm³. Bilirrubina total: 0,6 mg/dL. Transaminase oxalacética (TGO): 26 U/L.Qual o diagnóstico mais adequado neste momento?
PA ≥140/90 mmHg após 20 semanas sem proteinúria ou disfunção orgânica = Hipertensão Gestacional.
A paciente apresenta hipertensão (PA ≥140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, sem proteinúria ou outros sinais de disfunção de órgãos-alvo. Isso a classifica como hipertensão gestacional, diferenciando-a da pré-eclâmpsia pela ausência de proteinúria.
A hipertensão gestacional é uma condição comum que afeta aproximadamente 6% das gestações, sendo definida como o surgimento de hipertensão arterial após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas, sem proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. É crucial o diagnóstico diferencial com pré-eclâmpsia, que apresenta um risco maior de complicações maternas e fetais. O reconhecimento precoce é vital para o manejo adequado e a prevenção de desfechos adversos. A fisiopatologia da hipertensão gestacional envolve alterações na placentação e disfunção endotelial, embora menos grave que na pré-eclâmpsia. O diagnóstico é clínico, baseado na medida da pressão arterial. É importante monitorar a paciente para sinais de progressão para pré-eclâmpsia, como o surgimento de proteinúria, cefaleia, distúrbios visuais ou dor epigástrica. Exames laboratoriais devem ser repetidos para avaliar função renal, hepática e plaquetas. O tratamento da hipertensão gestacional visa controlar a pressão arterial e monitorar a saúde materno-fetal. O manejo inclui repouso, monitoramento da pressão arterial, exames laboratoriais seriados e, em alguns casos, medicação anti-hipertensiva. O prognóstico geralmente é bom, mas há um risco aumentado de desenvolvimento de hipertensão crônica no futuro e de recorrência em gestações subsequentes.
A hipertensão gestacional é diagnosticada pela presença de pressão arterial ≥140/90 mmHg em duas ocasiões, com pelo menos 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação em mulher previamente normotensa, sem proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos-alvo.
A principal diferença é a ausência de proteinúria e de sinais de disfunção de órgãos-alvo na hipertensão gestacional. A pré-eclâmpsia envolve hipertensão associada a proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo.
A hipertensão gestacional pode evoluir para pré-eclâmpsia em até 25% dos casos, especialmente se a hipertensão se manifestar antes de 34 semanas. O monitoramento rigoroso é fundamental para identificar essa progressão.
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