HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
Uma mulher na 26ª semana de gestação é diagnosticada com hipertensão gestacional. Decide-se pelo tratamento medica-mentoso. Recomenda-se evitar o uso de drogas sabidamente capazes de causar lesão no feto, como
IECA/BRA na gestação → contraindicados devido a teratogenicidade fetal (renal e oligodrâmnio).
Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA), como o enalapril, e os Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA) são contraindicados na gestação devido aos seus efeitos teratogênicos, especialmente no segundo e terceiro trimestres, podendo causar disfunção renal fetal, oligodrâmnio e anomalias craniofaciais.
A hipertensão gestacional é uma condição comum que requer manejo cuidadoso para proteger tanto a mãe quanto o feto. O tratamento medicamentoso é indicado quando os níveis pressóricos atingem valores que representam risco, geralmente acima de 150/100 mmHg ou 160/110 mmHg, dependendo das diretrizes. A escolha do anti-hipertensivo é crucial, pois alguns medicamentos são sabidamente teratogênicos ou prejudiciais ao desenvolvimento fetal. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o enalapril, e os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são absolutamente contraindicados durante toda a gestação. No primeiro trimestre, há um risco aumentado de malformações congênitas. No segundo e terceiro trimestres, o uso dessas drogas pode levar a disfunção renal fetal, oligodrâmnio (redução do líquido amniótico), hipoplasia pulmonar, restrição de crescimento intrauterino e até óbito fetal. Os medicamentos de escolha para o tratamento da hipertensão na gestação incluem a alfa-metildopa (considerada de primeira linha e com longo histórico de segurança), o labetalol (um beta-bloqueador com ação alfa-bloqueadora) e a nifedipina de liberação estendida (um bloqueador dos canais de cálcio). Diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, geralmente não são a primeira escolha devido ao risco de depleção de volume, mas podem ser usados em situações específicas. É fundamental que o médico conheça as contraindicações e as opções seguras para garantir a melhor conduta.
Os anti-hipertensivos de primeira linha seguros na gestação incluem alfa-metildopa, labetalol e nifedipina (de liberação prolongada).
Os inibidores da ECA (como enalapril) são contraindicados na gravidez porque podem causar disfunção renal fetal, oligodrâmnio, hipoplasia pulmonar, deformidades esqueléticas e até óbito fetal, especialmente quando usados no segundo e terceiro trimestres.
Diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, geralmente não são a primeira escolha para hipertensão gestacional, pois podem reduzir o volume plasmático materno e a perfusão placentária, embora possam ser usados em casos selecionados se os benefícios superarem os riscos.
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