SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2023
Os distúrbios hipertensivos da gestação são uma das principais causas de morte materna no Brasil. Considerando que hipertensão arterial na gestação são valores de pressão arterial sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e de pressão arterial diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, assinale a alternativa que traz a definição CORRETA de hipertensão gestacional:
Hipertensão Gestacional = PA ≥ 140/90 mmHg que surge PELA PRIMEIRA VEZ APÓS a 20ª semana de gestação, SEM proteinúria.
A definição de hipertensão gestacional é crucial para diferenciar de hipertensão crônica (presente antes da gestação ou < 20 semanas) e de pré-eclâmpsia (associada à proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo). Essa diferenciação guia o manejo e o prognóstico materno-fetal.
Os distúrbios hipertensivos da gestação representam uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, sendo um tema de extrema relevância na residência médica. A correta classificação desses distúrbios é fundamental para o manejo adequado e para a prevenção de complicações graves. A hipertensão gestacional, especificamente, é definida pelo surgimento de hipertensão arterial (PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg) pela primeira vez após a 20ª semana de gestação, na ausência de proteinúria ou outros sinais de disfunção de órgãos-alvo. É crucial diferenciá-la da hipertensão crônica, que precede a gestação ou é diagnosticada antes da 20ª semana, e da pré-eclâmpsia, que envolve proteinúria ou disfunção orgânica. A fisiopatologia da hipertensão gestacional ainda não é completamente compreendida, mas envolve disfunção endotelial e alterações na placentação. O diagnóstico é clínico, baseado na aferição da pressão arterial e na exclusão de proteinúria. O acompanhamento rigoroso da gestante com hipertensão gestacional é essencial, pois ela apresenta risco aumentado de desenvolver pré-eclâmpsia, especialmente em suas formas graves, e de ter desfechos adversos como restrição de crescimento fetal e parto prematuro. O monitoramento da pressão arterial, da função renal e hepática, e da vitalidade fetal são pilares do manejo. O tratamento da hipertensão gestacional visa controlar a pressão arterial para evitar complicações maternas, sem comprometer o fluxo sanguíneo uteroplacentário. Isso pode incluir repouso, monitoramento e, em alguns casos, medicação anti-hipertensiva. A decisão sobre o momento do parto é individualizada, considerando a idade gestacional, a gravidade da hipertensão e a presença de complicações. O prognóstico geralmente é bom, mas a mulher deve ser monitorada no pós-parto, pois a hipertensão pode persistir ou indicar um risco futuro de doenças cardiovasculares.
A hipertensão gestacional surge após a 20ª semana de gestação em uma mulher normotensa, sem proteinúria. Já a hipertensão crônica é diagnosticada antes da gravidez, antes da 20ª semana de gestação, ou persiste por mais de 12 semanas pós-parto.
A hipertensão gestacional pode evoluir para pré-eclâmpsia se houver o desenvolvimento de proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) ou outros sinais de disfunção de órgãos-alvo, como trombocitopenia, insuficiência renal, comprometimento hepático, edema pulmonar ou sintomas neurológicos.
Na gestação, valores de pressão arterial sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, aferidos em duas ocasiões com pelo menos 4 horas de intervalo, são considerados hipertensão.
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