HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022
Considere que uma mulher de 36 anos de idade, assintomática, sedentária, não-tabagista, apresenta IMC = 28, PA= 145 x 85 mmHg em MSD e 140 x 85 mmHg MSE em duas consultas com intervalo de 21 dias, sem outras alterações ao exame físico. Relata dieta pobre emfrutas e legumes, rica em alimentos ultraprocessados e que sempre acrescenta sal no prato. Traz resultados de exames: glicemia jejum = 88 mg/dL; colesterol total = 181 mg/dL; HDL = 59 mg/dL; triglicerídeos = 110 mg/dL. Não há relato de doença arterial coronariana ou de acidente vascular encefálico na sua família. Com base nesses dados clínicos disponíveis, a recomendação da Sociedade Brasileira de Cardiologia para essa paciente é considerar tratamento farmacológico:
HAS Estágio 1, baixo risco CV, sem lesão órgão-alvo → 6 meses de MEV antes de fármacos.
Para pacientes com Hipertensão Estágio 1 (140-159/90-99 mmHg) e baixo risco cardiovascular, sem evidência de lesão de órgão-alvo, as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia recomendam iniciar com modificações no estilo de vida por um período de 3 a 6 meses antes de considerar o tratamento farmacológico. Essa abordagem permite avaliar a resposta às intervenções não medicamentosas.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais para reduzir a morbimortalidade. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) fornecem um roteiro detalhado para a abordagem da HAS, que inclui a estratificação de risco cardiovascular e a decisão sobre o início do tratamento farmacológico. Para pacientes com Hipertensão Estágio 1, definida por níveis pressóricos entre 140-159/90-99 mmHg, a conduta inicial depende da avaliação do risco cardiovascular global e da presença de lesão de órgão-alvo. No caso da paciente descrita, ela apresenta IMC de sobrepeso e hábitos de vida não saudáveis, mas seus exames laboratoriais estão normais e não há histórico familiar relevante de doença cardiovascular precoce, o que a coloca em um perfil de baixo a moderado risco cardiovascular, sem evidência de lesão de órgão-alvo. Nessas situações, as diretrizes da SBC recomendam que o tratamento inicial seja focado em modificações intensivas no estilo de vida (MEV) por um período de 3 a 6 meses. Essas modificações incluem a adoção de uma dieta saudável (como a dieta DASH), prática regular de atividade física, controle do peso, cessação do tabagismo e redução do consumo de álcool. O tratamento farmacológico só deve ser considerado se, após esse período de MEV, os níveis pressóricos persistirem acima das metas. Essa abordagem escalonada permite que o paciente se beneficie das mudanças no estilo de vida e evita a medicalização precoce desnecessária, ao mesmo tempo em que monitora a progressão da doença.
A hipertensão é classificada como Estágio 1 quando a pressão arterial sistólica (PAS) está entre 140-159 mmHg e/ou a pressão arterial diastólica (PAD) está entre 90-99 mmHg, em medições repetidas. É importante que o diagnóstico seja confirmado em pelo menos duas consultas diferentes, com medições adequadas.
As modificações no estilo de vida incluem a adoção de uma dieta saudável (como a dieta DASH, rica em frutas, vegetais e laticínios desnatados, e pobre em sódio e gorduras saturadas), prática regular de atividade física aeróbica, controle do peso corporal, cessação do tabagismo e redução do consumo de álcool. Essas medidas são a base do tratamento da hipertensão.
Para pacientes com Hipertensão Estágio 1 e baixo risco cardiovascular, sem lesão de órgão-alvo ou doença cardiovascular estabelecida, o tratamento farmacológico é considerado após 3 a 6 meses de modificações intensivas no estilo de vida, caso a pressão arterial não atinja as metas. Em pacientes com alto risco cardiovascular ou lesão de órgão-alvo, o tratamento farmacológico pode ser iniciado mais precocemente.
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