INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2016
Um homem com 45 anos de idade, trabalhador braçal, com 1,73 m de altura e 105 kg de peso (índice de massa corporal = 35 kg/m²), tabagista (20 cigarros/dia), procurou a Unidade Básica de Saúde com relato de cefaleia constante na região da nuca, que piora no período vespertino. A medida de sua pressão arterial registrou 170 x 100 mmHg. A conduta a ser adotada para esse paciente é:
PA ≥ 160/100 mmHg (Estágio 2) → Início imediato de fármacos + Mudança de Estilo de Vida (MEV).
Pacientes com hipertensão estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) ou risco cardiovascular alto devem iniciar terapia medicamentosa imediatamente, pois o benefício da redução pressórica supera o tempo de espera por mudanças isoladas de estilo de vida.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição multifatorial caracterizada por elevação persistente da pressão arterial. O paciente em questão apresenta HAS Estágio 2 (170x100 mmHg), obesidade grau II e tabagismo, o que o coloca em uma categoria de alto risco cardiovascular. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, a conduta para o Estágio 2 não permite o adiamento da terapia farmacológica. A estratégia inicial geralmente envolve a combinação de dois fármacos de classes diferentes (ex: IECA/BRA + Diurético ou Bloqueador de Canal de Cálcio) para atingir a meta de forma mais eficaz. A mudança no estilo de vida, incluindo cessação tabágica e perda de peso, é complementar e potencializa o efeito dos medicamentos.
O tratamento medicamentoso deve ser iniciado imediatamente em pacientes com Hipertensão Estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) ou Estágio 3 (PA ≥ 180/110 mmHg), independentemente do risco cardiovascular. Também é indicado de imediato no Estágio 1 para pacientes com risco cardiovascular alto ou lesão de órgão-alvo.
Para um paciente hipertenso de 45 anos, tabagista e obeso (alto risco), a meta pressórica recomendada pelas diretrizes brasileiras e internacionais é geralmente inferior a 130/80 mmHg, visando a máxima redução de eventos cardiovasculares maiores como AVC e infarto.
O tabagismo causa disfunção endotelial e rigidez arterial aguda, enquanto a obesidade (IMC 35) promove ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e do sistema nervoso simpático. Ambos os fatores potencializam o risco cardiovascular e dificultam o controle pressórico, tornando a MEV indispensável junto aos fármacos.
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