PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão (2020), para o hipertenso estágio I de alto risco cardiovascular, a farmacoterapia inicial e o alvo pressórico são, respectivamente.
Hipertensão estágio I + alto risco CV (DBH 2020) → farmacoterapia dupla inicial e alvo <130x80 mmHg.
A Diretriz Brasileira de Hipertensão (2020) preconiza que pacientes com hipertensão estágio I e alto risco cardiovascular iniciem com farmacoterapia dupla. O alvo pressórico para esses pacientes é mais rigoroso, visando valores abaixo de 130 x 80 mmHg, para maximizar a proteção cardiovascular.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. A Diretriz Brasileira de Hipertensão (DBH 2020) oferece um guia abrangente para o diagnóstico, estratificação de risco e manejo da HAS, sendo um documento essencial para a prática clínica no Brasil. Um ponto crucial da DBH 2020 é a individualização do tratamento baseada na estratificação do risco cardiovascular total do paciente. Para hipertensos em estágio I (PA sistólica 140-159 mmHg ou diastólica 90-99 mmHg), a conduta não é uniforme. Se o paciente apresentar alto risco cardiovascular (devido a comorbidades como diabetes, doença renal crônica, doença cardiovascular estabelecida ou múltiplos fatores de risco), a diretriz recomenda iniciar a farmacoterapia com uma combinação de dois anti-hipertensivos (terapia dupla). Além disso, o alvo pressórico para esses pacientes de alto risco é mais rigoroso: abaixo de 130 x 80 mmHg. Essa abordagem intensiva visa proporcionar maior proteção cardiovascular e reduzir a morbimortalidade. Residentes devem dominar a estratificação de risco e as recomendações de tratamento da DBH 2020 para otimizar o manejo de seus pacientes hipertensos.
A farmacoterapia dupla inicial é indicada para pacientes com hipertensão estágio II ou III, e também para pacientes com hipertensão estágio I que apresentam alto ou muito alto risco cardiovascular, conforme a estratificação de risco.
A estratificação de risco cardiovascular é fundamental para guiar a intensidade do tratamento anti-hipertensivo, definir o alvo pressórico e identificar a necessidade de intervenções adicionais para reduzir o risco de eventos cardiovasculares (AVC, IAM, insuficiência cardíaca).
Fatores que elevam o risco cardiovascular incluem lesão de órgão-alvo (ex: hipertrofia ventricular esquerda, doença renal crônica), diabetes mellitus, doença cardiovascular estabelecida (ex: IAM prévio, AVC) e múltiplos fatores de risco (ex: dislipidemia, tabagismo).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo