HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022
Em pacientes hipertensos com doença renal crônica, existem particularidades que devem ser observadas ao se propor o tratamento adequado. Acerca do tratamento da hipertensão arterial sistêmica para esses indivíduos e conforme as recomendações das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial - 2020, julgue o item.Em pacientes hipertensos sob tratamento dialítico, as médias sistólicas obtidas por medidas domiciliares associam-se linearmente ao aumento do risco cardiovascular.
Em pacientes dialíticos, MDPA sistólica elevada ↑ risco cardiovascular.
Em pacientes com doença renal crônica em tratamento dialítico, o controle da pressão arterial é complexo, mas crucial. As medidas domiciliares da pressão arterial (MDPA) sistólica são um preditor independente e linear de risco cardiovascular e mortalidade, conforme as diretrizes.
A hipertensão arterial sistêmica é uma comorbidade extremamente prevalente e de difícil controle em pacientes com doença renal crônica (DRC) em tratamento dialítico. Essa população apresenta um risco cardiovascular significativamente elevado, sendo a doença cardiovascular a principal causa de morbimortalidade. O manejo adequado da pressão arterial é, portanto, um pilar fundamental no cuidado desses pacientes, visando reduzir eventos adversos. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial - 2020 enfatizam a importância da monitorização da pressão arterial fora do ambiente clínico, como a Monitorização Domiciliar da Pressão Arterial (MDPA), para uma avaliação mais precisa do controle pressórico. Em pacientes sob tratamento dialítico, as médias sistólicas obtidas por MDPA demonstraram associar-se linearmente ao aumento do risco cardiovascular, reforçando a necessidade de um controle rigoroso e individualizado baseado nessas medidas. O tratamento da hipertensão em diálise envolve a otimização do peso seco, o uso de anti-hipertensivos (com preferência para bloqueadores do SRAA, bloqueadores de canais de cálcio e betabloqueadores, dependendo do perfil do paciente e da tolerância), e a adesão a medidas não farmacológicas. A MDPA auxilia na tomada de decisão terapêutica e na avaliação da eficácia do tratamento.
A hipertensão em pacientes dialíticos é multifatorial, envolvendo sobrecarga de volume, ativação do SRAA e disfunção endotelial. É um dos principais fatores de risco para eventos cardiovasculares e mortalidade nessa população.
A MDPA é crucial porque a pressão arterial pode flutuar significativamente em pacientes dialíticos. Ela permite uma avaliação mais precisa do controle pressórico habitual, identificando hipertensão oculta ou do jaleco branco, e correlaciona-se melhor com desfechos cardiovasculares.
As metas podem variar, mas geralmente se busca uma pressão arterial pré-diálise < 140/90 mmHg e pós-diálise < 130/80 mmHg, com base em medidas de consultório e MDPA.
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