HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2024
Paciente 30 anos, hipertensa crônica desde os 21 anos, acaba de ter parto vaginal com IG:38 sem + 2 dias, de forma espontânea. Durante o pré-natal, fez uso de medicação anti-hipertensiva e não apresentou nenhuma intercorrência na gestação. Nesse contexto, é CORRETO afirmar que se deve iniciar imediatamente:
Pós-parto: Ocitocina para útero + Manter anti-hipertensivo crônico.
No pós-parto imediato, a ocitocina é essencial para promover a contratilidade uterina e prevenir hemorragias. Em pacientes com hipertensão crônica que já faziam uso de medicação anti-hipertensiva durante a gestação, a medicação deve ser reiniciada ou mantida para controle da pressão arterial, evitando picos hipertensivos no puerpério.
O puerpério é um período de importantes adaptações fisiológicas e, para pacientes com hipertensão crônica, exige atenção especial. A hipertensão crônica na gestação aumenta o risco de complicações maternas e fetais, e o manejo adequado no pós-parto é crucial para prevenir eventos adversos. No pós-parto imediato, a administração de ocitocina é uma medida padrão para promover a contração uterina e prevenir a hemorragia pós-parto, uma das principais causas de mortalidade materna. A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia, e a ocitocina atua diretamente na musculatura uterina para garantir sua contração eficaz. Para pacientes com hipertensão crônica que já utilizavam medicação anti-hipertensiva durante a gestação, é fundamental que essa medicação seja reiniciada ou mantida no puerpério. O risco de picos hipertensivos é elevado nesse período, e o controle pressórico adequado é essencial para evitar complicações como AVC, edema pulmonar ou eclampsia tardia. A escolha do anti-hipertensivo deve considerar a segurança para a amamentação, se a paciente optar por amamentar.
A ocitocina é fundamental no pós-parto imediato para promover a contração uterina, o que ajuda a prevenir a hemorragia pós-parto, a principal causa de mortalidade materna.
Pacientes com hipertensão crônica devem ter sua medicação anti-hipertensiva reiniciada ou mantida no pós-parto para controle da pressão arterial. A escolha do medicamento deve considerar a amamentação, se aplicável.
Medicamentos como labetalol, nifedipino e enalapril são geralmente considerados seguros para uso no puerpério e durante a amamentação, enquanto outros como atenolol e diuréticos tiazídicos podem ser menos preferíveis.
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