INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Paciente G5P3C1, 35 anos, idade gestacional de 15 semanas por ecografia relizada com 8 semanas, hipertensa crônica em uso de enalapril, antecedente de pré-eclampsia. Comparece à consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) com pressão arterial de 140 x 90 mmHg. Qual é a conduta medicamentosa indicada para essa paciente?
Hipertensão crônica na gestação + antecedente pré-eclâmpsia → Alfa-metildopa + AAS + Carbonato de cálcio = Conduta padrão.
Pacientes com hipertensão crônica e histórico de pré-eclâmpsia na gestação necessitam de um manejo cuidadoso; o enalapril, um inibidor da ECA, é contraindicado na gravidez e deve ser substituído por anti-hipertensivos seguros como a alfa-metildopa, além de profilaxia para pré-eclâmpsia com AAS e suplementação de cálcio.
A hipertensão crônica na gravidez é uma condição que requer manejo cuidadoso devido aos riscos maternos e fetais, incluindo o aumento do risco de pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino e parto prematuro. É fundamental que as pacientes que utilizam anti-hipertensivos antes da gestação tenham sua medicação revisada e ajustada para fármacos seguros na gravidez. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o enalapril, e bloqueadores de receptores de angiotensina (BRA) são estritamente contraindicados na gestação devido aos seus efeitos teratogênicos, especialmente no desenvolvimento renal fetal. A alfa-metildopa é considerada a droga de primeira linha para o tratamento da hipertensão na gravidez, com um longo histórico de segurança e eficácia. Além do controle da pressão arterial, pacientes com histórico de pré-eclâmpsia ou outros fatores de risco devem receber profilaxia. O ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose, iniciado idealmente antes de 16 semanas de gestação, é recomendado para reduzir o risco de pré-eclâmpsia. A suplementação com carbonato de cálcio também é indicada para pacientes com baixa ingestão de cálcio, contribuindo para a prevenção da pré-eclâmpsia.
O enalapril, um inibidor da ECA, é teratogênico e pode causar malformações fetais, especialmente renais, e oligodrâmnio no segundo e terceiro trimestres.
A alfa-metildopa é frequentemente a primeira escolha, seguida por labetalol e nifedipino, devido ao seu perfil de segurança e eficácia.
O AAS em baixa dose é indicado para prevenir pré-eclâmpsia em pacientes de alto risco, e a suplementação de cálcio também pode reduzir o risco de pré-eclâmpsia, especialmente em populações com baixa ingestão.
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