AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Sobre a hipertensão crônica complicando a gravidez, considere as seguintes afirmativas e assinale a INCORRETA:
Hipertensão crônica na gravidez: controle pressórico rigoroso demais pode prejudicar perfusão placentária.
O controle da hipertensão crônica na gravidez deve ser cuidadoso. Um controle pressórico excessivamente rigoroso pode levar à hipoperfusão placentária, comprometendo o crescimento fetal e aumentando o risco de resultados adversos.
A hipertensão crônica na gravidez é definida como pressão arterial elevada (≥ 140/90 mmHg) antes da gestação, antes de 20 semanas de gestação, ou que persiste por mais de 12 semanas pós-parto. É uma condição comum que afeta cerca de 1-5% das gestações e é um fator de risco significativo para complicações maternas e fetais, incluindo pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento intrauterino e parto prematuro. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e alterações vasculares preexistentes. O diagnóstico é clínico, baseado na medição da pressão arterial. É crucial diferenciar da hipertensão gestacional e da pré-eclâmpsia. O manejo farmacológico deve ser cuidadosamente selecionado, com metildopa, labetalol e nifedipino sendo as opções preferenciais. IECA e BRA são estritamente contraindicados devido aos seus efeitos teratogênicos e fetotóxicos. O tratamento visa otimizar os resultados maternos e fetais, buscando um controle pressórico que evite danos aos órgãos-alvo maternos sem comprometer a perfusão placentária. Metas pressóricas muito baixas podem ser prejudiciais ao feto. O prognóstico depende do grau de hipertensão e do desenvolvimento de complicações, sendo o acompanhamento pré-natal rigoroso fundamental para a detecção precoce e manejo adequado.
A hipertensão crônica na gravidez aumenta o risco de pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento fetal, parto prematuro e descolamento prematuro de placenta.
Inibidores da ECA e Bloqueadores de Receptores de Angiotensina (BRA) são contraindicados na gestação devido aos riscos de teratogenicidade e toxicidade fetal.
O objetivo é manter a pressão arterial em níveis seguros (geralmente 120-160/80-105 mmHg) para a mãe, evitando hipoperfusão placentária e garantindo o bem-estar fetal.
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