UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Sobre a Hipertensão Arterial Crônica na gestação, é correto afirmar que:
HAS crônica na gestação → ↑ risco de pré-eclâmpsia superposta, HELLP, insuficiência renal e cesariana.
A hipertensão arterial crônica na gestação é uma condição de alto risco, destacando-se complicações maternas graves como pré-eclâmpsia superposta, síndrome HELLP e insuficiência renal. O manejo adequado e a vigilância são cruciais para a segurança materno-fetal.
A hipertensão arterial crônica (HAC) na gestação é definida como pressão arterial elevada (≥ 140/90 mmHg) diagnosticada antes da gravidez ou antes de 20 semanas de gestação, ou que persiste por mais de 12 semanas pós-parto. É uma condição comum que afeta aproximadamente 1-5% das gestações e é um fator de risco significativo para complicações maternas e fetais, sendo um tópico de grande relevância para a prática clínica e provas de residência. As gestantes com HAC estão em maior risco de desenvolver complicações graves, como pré-eclâmpsia superposta (desenvolvimento de pré-eclâmpsia após 20 semanas em uma paciente com HAC), síndrome HELLP, restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro, descolamento prematuro de placenta, insuficiência renal e morte materna. A avaliação renal precoce, com coleta de proteinúria/creatinúria, é essencial para estabelecer uma linha de base e monitorar a função renal. O tratamento da HAC na gestação visa controlar a pressão arterial para reduzir o risco de complicações, utilizando fármacos seguros como Metildopa, Labetalol e Nifedipino. O uso de AAS em baixa dose é preconizado para prevenção de pré-eclâmpsia. Diuréticos tiazídicos e inibidores da ECA/BRA são contraindicados. O manejo requer monitoramento rigoroso da mãe e do feto, com o objetivo de otimizar os resultados da gravidez.
As complicações maternas mais importantes incluem a pré-eclâmpsia superposta, que é o desenvolvimento de pré-eclâmpsia em uma gestante com HAS crônica, a síndrome HELLP, maior incidência de cesariana, insuficiência renal aguda ou crônica, e descolamento prematuro de placenta. Essas condições aumentam significativamente a morbimortalidade materna e fetal.
O uso de AAS (baixa dose) é fortemente recomendado para prevenção de pré-eclâmpsia em gestantes com HAS crônica, geralmente iniciado entre 12 e 16 semanas de gestação e mantido até o parto. Essa medida visa reduzir o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia e suas complicações.
Fármacos como Metildopa, Nifedipino (liberação lenta) e Labetalol são considerados seguros e de primeira linha para o tratamento da HAS na gestação. Diuréticos tiazídicos e inibidores da ECA/BRA são contraindicados devido aos riscos para o feto, como restrição de crescimento e malformações renais.
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