AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Cláudia, uma mulher de 32 anos com histórico de hipertensão arterial controlada, apresenta-se na 24 semana de gestação para acompanhamento pré-natal. Ela relata que nos últlmos dias teve aumento da pressão arterial medindo 160/100mmHg durante a consulta. Cláudia não apresenta sintomas como dor de cabeça ou edema, mas menciona episódios de tontura. Ao exame físico observa-se que o ganho de peso está dentro do esperado, mas a ausculta cardíaca apresenta um leve sopro. Exames laboratoriais mostram proteinúria leve.Sobre hipertensão arterial na gestação é correto afirmar que
Hipertensão crônica gestacional = diagnosticada < 20 semanas ou persistente > 12 semanas pós-parto.
A hipertensão crônica na gestação é definida por pressão arterial elevada detectada antes da 20ª semana de gestação ou que persiste por mais de 12 semanas após o parto. É crucial diferenciá-la da hipertensão gestacional e da pré-eclâmpsia, que surgem após 20 semanas.
A hipertensão arterial na gestação é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. É fundamental classificar corretamente os distúrbios hipertensivos para um manejo adequado, que incluem hipertensão crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica, sendo um tema central em ginecologia e obstetrícia. A hipertensão crônica é definida como pressão arterial ≥ 140/90 mmHg antes da gestação, ou diagnosticada antes de 20 semanas de gestação, ou que persiste por mais de 12 semanas pós-parto. A pré-eclâmpsia, por sua vez, surge após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo, e sua fisiopatologia envolve disfunção endotelial, angioespasmo e hemoconcentração, levando a hipoperfusão placentária e sistêmica. O reconhecimento precoce e a diferenciação entre essas condições são cruciais para a tomada de decisão clínica e para a prevenção de complicações graves como a síndrome HELLP (hemólise, elevação de enzimas hepáticas, plaquetopenia) e o descolamento prematuro de placenta. O manejo adequado envolve monitoramento rigoroso, controle pressórico e, em alguns casos, antecipação do parto.
A hipertensão crônica é diagnosticada antes da 20ª semana de gestação ou persiste por mais de 12 semanas pós-parto. A hipertensão gestacional surge após a 20ª semana, sem proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo, e geralmente se resolve até 12 semanas pós-parto.
Pré-eclâmpsia é definida por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria (≥ 300 mg/24h) ou sinais de disfunção de órgãos-alvo (ex: plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal, edema pulmonar, sintomas cerebrais ou visuais).
Sim, gestantes com hipertensão crônica têm um risco significativamente maior de desenvolver pré-eclâmpsia sobreposta, que é caracterizada pelo surgimento de proteinúria ou piora da hipertensão e aparecimento de disfunção de órgãos-alvo após 20 semanas de gestação.
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