ENARE/ENAMED — Prova 2026
Paciente G5P3C1, 35 anos, idade gestacional de 15 semanas por ecografia relizada com 8 semanas, hipertensa crônica em uso de enalapril, antecedente de pré-eclampsia. Comparece à consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) com pressão arterial de 140 x 90 mmHg. Qual é a conduta medicamentosa indicada para essa paciente?
Hipertensão crônica + gestação + antecedente pré-eclâmpsia → Alfa-metildopa + AAS + Carbonato de cálcio = Conduta segura e preventiva.
Em gestantes com hipertensão crônica e histórico de pré-eclâmpsia, é crucial substituir anti-hipertensivos teratogênicos (como enalapril) por opções seguras como a alfa-metildopa; além disso, a profilaxia com ácido acetilsalicílico e suplementação de carbonato de cálcio é indicada para reduzir o risco de recorrência de pré-eclâmpsia.
O manejo da hipertensão crônica na gestação é um desafio clínico que exige atenção especial à segurança fetal. A paciente em questão apresenta hipertensão crônica e um histórico de pré-eclâmpsia, fatores que a classificam como alto risco para complicações gestacionais. A substituição do enalapril, um inibidor da ECA teratogênico, por um anti-hipertensivo seguro na gravidez, como a alfa-metildopa, é a primeira e mais crucial etapa. Além do controle pressórico, a profilaxia da pré-eclâmpsia é fundamental. O ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose e a suplementação de carbonato de cálcio são intervenções baseadas em evidências que reduzem significativamente o risco de recorrência e gravidade da pré-eclâmpsia em pacientes de alto risco. A combinação dessas abordagens otimiza os resultados maternos e perinatais, minimizando os riscos associados à hipertensão e à pré-eclâmpsia.
Inibidores da ECA (ex: enalapril) e bloqueadores do receptor de angiotensina (ex: losartana) são contraindicados devido ao risco de teratogenicidade fetal, especialmente no segundo e terceiro trimestres.
Ambos são indicados para profilaxia de pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco, como aquelas com histórico prévio, ajudando a reduzir a incidência e gravidade da condição.
As opções de primeira linha incluem alfa-metildopa, nifedipino (liberação prolongada) e labetalol, que possuem perfis de segurança bem estabelecidos para a mãe e o feto.
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