PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
O acompanhamento pré-natal de qualidade é essencial para a saúde materno e fetal. Entre os objetivos dessa assistência está diagnosticar ou confirmar doenças maternas pré-existentes. O exame clínico completo é imprescindível na primeira consulta pré-natal para a garantia desse objetivo. Você está atendendo uma gestante de 32 anos, G3P2, dois partos vaginais prévios. História de elevação de níveis pressóricos na última gestação há 2 anos, com uso de hipotensor até a data do parto. Hoje está com 6 semanas de amenorreia e teste rápido de gravidez positivo. Nega doenças prévias e uso atual de medicamentos. Tabagista - 3 a 5 cigarros por dia.Ao exame clínico identifica-se: IMC 30 Kg/m²; frequência cardíaca de 80bpm; frequência respiratória 20irpm; PA (sentada) 140x90mmHg; mucosas coradas e hidratadas; sem edemas; ausculta cardíaca e respiratória sem alterações; abdome normotenso sem visceromegalias; exame ginecológico com resíduo vaginal fisiológico, colo uterino epitelizado, útero pouco aumentado de tamanho, consistência gravídica. Diante desse caso assinale a MELHOR CONDUTA a ser adotada:
PA ≥ 140/90 mmHg antes de 20 semanas de gestação → Hipertensão Crônica. Reavaliar antes de medicar.
Uma única medida de PA elevada na primeira consulta pré-natal não define hipertensão crônica. É essencial confirmar o diagnóstico com múltiplas aferições em diferentes momentos e investigar causas secundárias antes de iniciar tratamento medicamentoso, enquanto se orienta sobre fatores de risco como tabagismo.
O acompanhamento pré-natal é fundamental para identificar e manejar condições maternas que podem impactar a gestação. A hipertensão é uma das complicações médicas mais comuns na gravidez, podendo ser pré-existente (hipertensão crônica) ou induzida pela gestação. O diagnóstico correto é crucial, pois a hipertensão crônica é definida por níveis pressóricos ≥ 140/90 mmHg antes da gestação ou antes de 20 semanas de amenorreia. Na primeira consulta pré-natal, uma única medida de pressão arterial elevada (como 140x90 mmHg) em uma gestante com 6 semanas de amenorreia, mesmo com histórico de hipertensão na gestação anterior, não é suficiente para iniciar imediatamente o tratamento medicamentoso. É essencial reavaliar os níveis pressóricos em um segundo momento, em condições adequadas, para confirmar o diagnóstico de hipertensão crônica. Além disso, fatores de risco como tabagismo e obesidade (IMC 30 Kg/m²) devem ser abordados e orientados para interrupção ou manejo. Antes de instituir terapia farmacológica, exames complementares como proteinúria de 24 horas, clearance de creatinina, ureia, creatinina e ácido úrico, eletrocardiograma e fundoscopia são importantes para avaliar a extensão do dano em órgãos-alvo e descartar pré-eclâmpsia sobreposta, caso a gestação estivesse mais avançada. No entanto, a prioridade inicial é a confirmação diagnóstica da hipertensão e a orientação sobre modificações de estilo de vida.
Hipertensão crônica é diagnosticada antes da gestação ou antes de 20 semanas de gestação. Hipertensão gestacional surge após 20 semanas sem proteinúria. Pré-eclâmpsia é hipertensão após 20 semanas com proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos-alvo.
A reavaliação é fundamental para confirmar o diagnóstico de hipertensão. Uma única medida elevada pode ser devido a estresse, 'hipertensão do jaleco branco' ou outros fatores transitórios. O diagnóstico correto evita tratamento desnecessário e seus potenciais efeitos colaterais.
O tabagismo aumenta o risco de restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro, descolamento de placenta e baixo peso ao nascer. A obesidade aumenta o risco de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, macrossomia fetal e complicações no parto.
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