PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024
“A terapia anti-hipertensiva dará preferência aos fármacos (...) será utilizada em mulheres com pressão arterial ≥ 160/110 mmHg. O objetivo do tratamento anti-hipertensivo é manter a pressão sistólica < 150/100 mmHg, de modo a assegurar o fluxo sanguíneo uteroplacentário. Fica a mãe protegida contra acidentes vasculares e cerebrais, embora pareça não haver nenhuma melhora no prognóstico fetal. Em mulheres com lesão em órgãos-alvo, como hipertrofia ventricular esquerda ou insuficiência renal, o objetivo é estabilizar a pressão sanguínea em níveis normais, assim reduzindo o risco de comprometimento de outros órgãos-alvo.” (Rezende Obstetrícia Fundamental 14 ed).A partir dessa afirmação de Rezende, ao escolhermos medicações para gestantes hipertensas crônicas graves, pode-se optar por quais drogas para tratamento crônico?
Hipertensão crônica grave na gestação: Metildopa e Nifedipino são drogas de escolha para tratamento crônico.
Para hipertensão crônica grave na gestação (PA ≥ 160/110 mmHg), as drogas de escolha para tratamento crônico incluem Metildopa e Nifedipino. O objetivo é manter a PA < 150/100 mmHg para proteger a mãe, sem necessariamente melhorar o prognóstico fetal.
A hipertensão crônica na gestação é definida como pressão arterial elevada (≥ 140/90 mmHg) antes da gravidez, antes de 20 semanas de gestação, ou que persiste por mais de 12 semanas pós-parto. É uma condição comum que afeta até 5% das gestações e está associada a riscos maternos e fetais significativos, incluindo pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento fetal e parto prematuro. O manejo da hipertensão crônica na gestação visa equilibrar o controle da pressão arterial materna com a segurança fetal. Para casos graves (PA ≥ 160/110 mmHg), a terapia anti-hipertensiva é mandatória. As drogas de escolha para tratamento crônico incluem Metildopa, que possui um longo histórico de segurança e eficácia, e Nifedipino de liberação prolongada, um bloqueador de canal de cálcio também bem estabelecido. Outras opções como a Hidralazina são mais utilizadas para crises hipertensivas agudas, e o Anlodipino, embora um bloqueador de canal de cálcio, não é tão classicamente citado como primeira linha quanto o Nifedipino na gestação. É crucial evitar fármacos como IECA e BRA devido aos seus efeitos teratogênicos. O objetivo é proteger a mãe de eventos cardiovasculares, mantendo o fluxo uteroplacentário adequado, mesmo que o prognóstico fetal não seja diretamente melhorado pelo controle pressórico.
A Metildopa é classicamente a primeira escolha, e o Nifedipino (liberação prolongada) também é amplamente utilizado e seguro para o tratamento crônico da hipertensão na gestação.
O objetivo é manter a pressão sistólica < 150 mmHg e a diastólica < 100 mmHg, visando proteger a mãe contra complicações vasculares e cerebrais, sem comprometer o fluxo uteroplacentário.
Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA) são estritamente contraindicados devido aos seus efeitos teratogênicos e nefrotóxicos no feto.
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