SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021
Cláudia, 42 anos, tabagista vem a sua primeira consulta de pré-natal muito feliz pois desejava essa gestação há anos. É primigesta e completa hoje quinze semanas de idade gestacional calculada pela data da última menstruação. Não faz uso de medicamento de uso contínuo e considera-se muito saudável, apesar de referir ao médico que há alguns anos sua pressão havia ''dado uma alterada'' por alguns meses. Na ocasião não chegou a iniciar terapia anti-hipertensiva e a pressão se normalizou com mudanças de estilo de vida. Ao exame: Bom estado geral, corada, hidratada, aparelho cardiovascular sem alteração, abdômen com útero palpável acima da sínfise púbica e PA: 140x95. Membros inferiores: Pulsos periféricos palpáveis, simétricos, sem edema. Dessa forma, a hipótese a ser considerada é:
PA ≥ 140x90 mmHg antes de 20 semanas de gestação ou pré-existente = Hipertensão Crônica.
A definição de hipertensão crônica na gestação inclui a presença de pressão arterial elevada (≥ 140x90 mmHg) antes da 20ª semana de gestação ou um histórico prévio de hipertensão. O caso da paciente, com PA de 140x95 mmHg na 15ª semana, se encaixa nessa definição, mesmo com o histórico de normalização anterior.
A hipertensão arterial é uma das complicações médicas mais comuns na gestação e sua correta classificação é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de desfechos adversos maternos e fetais. A hipertensão crônica na gestação é definida pela presença de pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg, diagnosticada antes da 20ª semana de gravidez ou presente antes da gestação. O histórico de 'pressão alterada' da paciente, mesmo que normalizada, e a aferição de 140x95 mmHg na 15ª semana confirmam essa condição. É crucial diferenciar a hipertensão crônica de outras síndromes hipertensivas da gravidez, como a hipertensão gestacional (que surge após a 20ª semana sem proteinúria) e a pré-eclâmpsia (hipertensão após 20 semanas com proteinúria ou disfunção de órgão-alvo). A identificação precoce da hipertensão crônica permite um acompanhamento pré-natal mais rigoroso, com monitoramento da pressão arterial, avaliação da função renal e rastreamento de proteinúria para detectar precocemente uma possível pré-eclâmpsia sobreposta. O manejo da hipertensão crônica na gestação envolve mudanças no estilo de vida, monitoramento rigoroso e, se necessário, terapia anti-hipertensiva segura para a gestação. O objetivo é manter a pressão arterial em níveis seguros para a mãe e o feto, minimizando os riscos de complicações como restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro e descolamento de placenta. Residentes devem dominar essa classificação para garantir um cuidado obstétrico de qualidade.
O diagnóstico de hipertensão crônica na gestação é feito quando a pressão arterial é ≥ 140x90 mmHg antes da 20ª semana de gestação ou quando há histórico de hipertensão pré-existente.
A hipertensão crônica é diagnosticada antes da 20ª semana de gestação, enquanto a hipertensão gestacional surge após a 20ª semana em uma mulher previamente normotensa, sem proteinúria.
A hipertensão crônica aumenta o risco de pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento fetal, parto prematuro e descolamento prematuro de placenta, exigindo monitoramento rigoroso.
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