SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Gestante, 38 anos, G1P0, hipertensa crônica em uso de nifedipina 80mg dia, IG 32 semanas, apresenta em consulta de rotina pré natal PA de 162 x 99 em 2 medidas. Nega sintomas de iminência de eclampsia. Assinale a alternativa que indica corretamente a conduta recomendada.
Hipertensa crônica + PA ≥ 160/110 ou PA ≥ 140/90 com sintomas/agravamento após 20 sem → Internar, investigar pré-eclâmpsia sobreposta.
Uma gestante hipertensa crônica com elevação significativa da PA (≥160/110 ou ≥140/90 com sinais de gravidade ou após 20 semanas) deve ser internada para investigação de pré-eclâmpsia sobreposta, mesmo sem sintomas de iminência de eclampsia, e avaliação da vitalidade fetal.
A hipertensão crônica na gestação é uma condição de alto risco, definida como hipertensão arterial sistêmica presente antes da gestação ou diagnosticada antes de 20 semanas de gestação. Essas pacientes têm um risco aumentado de desenvolver complicações maternas e fetais, sendo a pré-eclâmpsia sobreposta a mais grave e frequente, com incidência de 15% a 25%. A pré-eclâmpsia sobreposta deve ser suspeitada em gestantes com hipertensão crônica que apresentam elevação súbita da pressão arterial (PA ≥ 160/110 mmHg ou PA ≥ 140/90 mmHg com sinais de gravidade), proteinúria nova ou agravamento da preexistente, ou desenvolvimento de sintomas como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica ou alterações laboratoriais (trombocitopenia, elevação de enzimas hepáticas). A conduta inicial para uma gestante hipertensa crônica com elevação significativa da PA após 20 semanas, mesmo sem sintomas de iminência de eclampsia, é a internação hospitalar. Isso permite um monitoramento rigoroso da PA, investigação laboratorial completa para pré-eclâmpsia e síndrome HELLP, e avaliação da vitalidade fetal através de ultrassonografia com Doppler e perfil biofísico, visando identificar precocemente complicações e planejar a conduta obstétrica.
O diagnóstico de pré-eclâmpsia sobreposta é feito quando uma gestante hipertensa crônica desenvolve proteinúria nova ou agravamento de proteinúria preexistente, ou novos sinais/sintomas de pré-eclâmpsia grave após 20 semanas de gestação.
A internação é indicada devido à elevação significativa da PA em uma gestante hipertensa crônica, o que aumenta o risco de pré-eclâmpsia sobreposta e suas complicações, exigindo monitoramento rigoroso materno-fetal e investigação laboratorial.
Exames incluem proteinúria de 24 horas ou relação proteína/creatinina, hemograma completo (plaquetas), função hepática (AST, ALT, DHL), função renal (creatinina, ácido úrico) e avaliação da vitalidade fetal (US Doppler, perfil biofísico).
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