Hipertensão Arterial: Escolha e Efeitos de Anti-hipertensivos

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020

Enunciado

Analise as assertivas abaixo sobre o tratamento da hipertensão arterial: I - Inibidores da enzima conversora (IECA) ou bloqueadores de receptores da angiotensina (BRA) são drogas preferenciais em hipertensos com diabetes, nefropatia e/ou disfunção ventricular. II - Nifedipina é boa opção em hipertensos com doença coronariana. III - Nos pacientes em uso de IECA que desenvolvem hiperpotassemia ou perda de função renal, pode-se trocar a droga por BRA. IV - Betabloqueadores e tiazídicos se associam a aumento da incidência de diabetes e disfunção erétil. Quais estão corretas?

Alternativas

  1. A) Apenas I e III.
  2. B) Apenas I e IV.
  3. C) Apenas II e III.
  4. D) Apenas II e IV.

Pérola Clínica

IECA/BRA são preferenciais em DM, nefropatia e disfunção ventricular; betabloqueadores e tiazídicos ↑ risco de DM e disfunção erétil.

Resumo-Chave

IECA e BRA são classes de primeira linha para hipertensos com comorbidades como diabetes, nefropatia e disfunção ventricular, devido aos seus efeitos cardioprotetores e renoprotetores. Betabloqueadores e diuréticos tiazídicos, embora eficazes, podem aumentar o risco de novos casos de diabetes e disfunção erétil.

Contexto Educacional

O tratamento da hipertensão arterial é complexo e deve ser individualizado, considerando as comorbidades do paciente. IECA e BRA são pilares no manejo de hipertensos com diabetes, nefropatia crônica ou disfunção ventricular, devido aos seus benefícios cardiovasculares e renais comprovados. Eles reduzem a proteinúria e retardam a progressão da doença renal. A nifedipina de curta ação não é a melhor escolha para pacientes com doença coronariana devido ao risco de taquicardia reflexa e isquemia. Bloqueadores de canais de cálcio diidropiridínicos de longa ação, como anlodipino, são geralmente preferidos. É crucial entender que IECA e BRA têm mecanismos de ação semelhantes e, portanto, efeitos adversos como hiperpotassemia e piora da função renal são comuns a ambas as classes, não sendo uma boa estratégia a simples troca entre eles em caso de intolerância. Ademais, é importante estar ciente dos efeitos metabólicos de outras classes. Betabloqueadores e diuréticos tiazídicos, embora eficazes no controle da pressão, podem aumentar a incidência de diabetes mellitus tipo 2 e disfunção erétil, exigindo monitoramento e consideração no plano terapêutico, especialmente em pacientes com fatores de risco para essas condições.

Perguntas Frequentes

Quais anti-hipertensivos são preferenciais em pacientes com diabetes e nefropatia?

Inibidores da enzima conversora (IECA) e bloqueadores de receptores da angiotensina (BRA) são as classes preferenciais devido aos seus efeitos renoprotetores e à redução da proteinúria, além do controle pressórico.

Por que betabloqueadores e tiazídicos podem aumentar o risco de diabetes?

Betabloqueadores podem mascarar sintomas de hipoglicemia e reduzir a sensibilidade à insulina. Diuréticos tiazídicos podem causar hipocalemia e afetar o metabolismo da glicose, ambos contribuindo para o risco de diabetes tipo 2.

É seguro trocar IECA por BRA em caso de hiperpotassemia ou disfunção renal?

Não, geralmente não é seguro. Tanto IECA quanto BRA atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona e compartilham efeitos adversos como hiperpotassemia e potencial piora da função renal, especialmente em pacientes suscetíveis. A troca não resolveria o problema.

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