Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
Homem de 59 anos, sedentário, tabagista, hipertenso, em uso de anlodipino 10mg/dia de forma regular, sem história de eventos isquêmicos prévios. Apresenta IMC: 32kg/m2, FC: 82bpm, PA: 160x900mmHg (duas medidas na mesma consulta), e circunferência abdominal = 128cm. Traz os seguintes resultados de exames: glicemia de jejum: 155mg/dL, (anterior anotada no prontuário = 135mg/dl) glicemia pós sobrecarga de dextrosol: 249mg/dL, colesterol total: 263mg/dL, HDL: 35mg/dL e triglicerídeos: 290mg/dL. Ao ser abordado quanto à cessação do tabagismo o paciente recusou: vê no cigarro a única estratégia de controle da ansiedade e não deseja parar de fumar. Nesse caso, a conduta MAIS coerente em relação à hipertensão e hiperglicemia, neste momento, é reforçar a importância do paciente de buscar um estilo de vida saudável e:
Hipertensão estágio 2 + DM2 recém-diagnosticado → associar anti-hipertensivo e iniciar metformina.
O paciente apresenta hipertensão estágio 2 não controlada com monoterapia e critérios para DM2. A conduta inicial envolve intensificar o tratamento anti-hipertensivo com um segundo fármaco e iniciar metformina para o controle glicêmico, além de reforçar as mudanças no estilo de vida.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) são condições crônicas de alta prevalência e morbimortalidade, exigindo manejo rigoroso. O diagnóstico precoce e a intervenção terapêutica adequada são cruciais para prevenir complicações cardiovasculares e renais. A combinação de fatores de risco como obesidade, sedentarismo e tabagismo agrava o prognóstico. No caso apresentado, o paciente tem HAS estágio 2 não controlada com monoterapia e critérios diagnósticos para DM2 (glicemia de jejum e pós-sobrecarga elevadas). A abordagem inicial para HAS estágio 2 geralmente envolve a combinação de dois anti-hipertensivos. Para o DM2, a metformina é a droga de primeira linha, devendo ser iniciada concomitantemente às orientações de estilo de vida. O tratamento dessas condições é multifacetado, incluindo farmacoterapia e modificações intensivas no estilo de vida. É fundamental reforçar a importância da adesão ao tratamento e do acompanhamento regular para otimizar o controle pressórico e glicêmico, reduzindo o risco de eventos adversos a longo prazo.
Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2h pós-TOTG ≥ 200 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5% ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas.
Em pacientes com hipertensão estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) ou em pacientes que não atingem a meta pressórica com monoterapia na dose máxima.
A metformina é a primeira linha de tratamento farmacológico para a maioria dos pacientes com DM2, associada a mudanças no estilo de vida.
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