FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 52 anos de idade, em investigação de alterações cardíacas. Após Ecocardiograma, notou-se pressão arterial < 140 x 90 mmHg em duas aferições em consultório realizadas pelo médico, em ambos os braços, mas com Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) com valores médios diurnos em torno de 146 x 92 mmHg. A alternativa que contém o diagnóstico correto desse caso clínico é
PA consultório normal (<140/90 mmHg) + MAPA diurno elevado (≥135/85 mmHg) → Hipertensão Arterial Sistêmica Mascarada.
A Hipertensão Arterial Sistêmica Mascarada ocorre quando a pressão arterial (PA) medida no consultório é normal, mas as medições fora do consultório (MAPA ou MRPA) revelam valores elevados. É um diagnóstico importante pois, apesar da PA normal em consultório, esses pacientes têm risco cardiovascular aumentado, similar aos hipertensos verdadeiros, necessitando de acompanhamento e tratamento.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma das condições crônicas mais prevalentes globalmente, sendo um fator de risco majoritário para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares. Seu diagnóstico e manejo adequados são pilares da saúde pública. No entanto, a avaliação da pressão arterial pode ser complexa, e nem sempre as medidas de consultório refletem a pressão arterial real do paciente em seu dia a dia. A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) e a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) são ferramentas essenciais para refinar o diagnóstico da HAS. Elas permitem identificar fenômenos como a Hipertensão do Avental Branco (PA elevada no consultório, normal fora) e, crucialmente, a Hipertensão Arterial Mascarada (PA normal no consultório, elevada fora). A hipertensão mascarada é particularmente perigosa por ser subdiagnosticada e, consequentemente, não tratada. Pacientes com hipertensão mascarada, apesar de terem leituras de PA normais no consultório, apresentam um risco aumentado de eventos cardiovasculares e lesões em órgãos-alvo, similar aos pacientes com HAS sustentada. Portanto, a suspeita clínica e a realização de MAPA ou MRPA são fundamentais para o diagnóstico precoce e a instituição de medidas terapêuticas, visando a redução do risco cardiovascular e a prevenção de complicações a longo prazo.
A Hipertensão Arterial Mascarada é diagnosticada quando a pressão arterial no consultório é < 140/90 mmHg, mas a média da pressão arterial na Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) ou na Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) é ≥ 135/85 mmHg (diurna) ou ≥ 130/80 mmHg (24h).
O diagnóstico é crucial porque, apesar das leituras normais no consultório, pacientes com hipertensão mascarada apresentam risco cardiovascular aumentado, semelhante aos hipertensos verdadeiros, e necessitam de tratamento e acompanhamento para prevenir complicações.
Na Hipertensão Mascarada, a PA é normal no consultório e elevada fora dele. Na Hipertensão do Avental Branco, a PA é elevada no consultório e normal fora dele. A MAPA ou MRPA são essenciais para essa diferenciação.
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