INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um paciente com 68 anos, branco, previamente hígido, é atendido em consulta agendada na atenção primária, com diagnóstico recente de hipertensão arterial estágio 2, sem comorbidades. Seus exames físico e laboratoriais não mostram lesões de órgãos-alvo. O paciente relata não fazer uso de medicamentos e foi classificado como portador de fragilidade leve pela escala de fragilidade clínica, apresentando risco cardiovascular baixo pelo escore global de risco. No projeto terapêutico para esse paciente, além da mudança de estilo de vida, incluem-se terapêutica medicamentosa e metas da pressão arterial (PA) e de seguimento mais adequadas.Nesse contexto, a conduta recomendada é iniciar
HAS estágio 2 em idoso frágil (leve) sem LOA → Terapia combinada (BCC + IECA) em baixas doses, meta PA < 140x90 mmHg.
Em idosos com hipertensão estágio 2 e fragilidade leve, a meta pressórica é menos rigorosa (< 140x90 mmHg) para evitar hipotensão e quedas. A terapia combinada inicial com bloqueador do canal de cálcio e IECA em baixas doses é uma estratégia eficaz e recomendada para atingir o controle pressórico.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é altamente prevalente em idosos, e seu manejo requer uma abordagem individualizada, considerando a idade, comorbidades, fragilidade e risco cardiovascular global. A HAS estágio 2 é definida por pressões arteriais sistólicas ≥ 160 mmHg ou diastólicas ≥ 100 mmHg. Em idosos, a hipertensão sistólica isolada é comum e deve ser tratada. Para pacientes idosos com HAS estágio 2, especialmente aqueles com fragilidade leve e sem lesão de órgão-alvo, a meta pressórica é geralmente menos rigorosa, visando uma pressão arterial sistólica entre 130-139 mmHg e diastólica entre 70-79 mmHg, ou simplesmente < 140/90 mmHg. Isso visa equilibrar o controle da pressão com a prevenção de eventos adversos como hipotensão ortostática, tonturas e quedas, que podem ter consequências graves nessa população. A conduta terapêutica inicial para HAS estágio 2 em idosos, após a implementação de mudanças no estilo de vida, geralmente envolve a terapia medicamentosa combinada. A associação de um bloqueador do canal de cálcio (BCC) com um inibidor da enzima conversora da angiotensina (IECA) ou bloqueador do receptor da angiotensina (BRA) em doses baixas é uma estratégia eficaz e bem tolerada. O seguimento deve ser em curto prazo (até 30 dias) para avaliar a resposta e ajustar a medicação, se necessário, até atingir a meta pressórica estabelecida.
Para idosos não frágeis, a meta é geralmente < 130/80 mmHg. No entanto, para idosos frágeis ou com comorbidades significativas, a meta é mais flexível, geralmente < 140/90 mmHg, para evitar hipotensão e seus riscos, como quedas.
A terapia combinada é recomendada para hipertensão estágio 2 porque permite um controle pressórico mais rápido e eficaz, utilizando diferentes mecanismos de ação para potencializar o efeito anti-hipertensivo e, muitas vezes, com doses menores de cada medicamento, reduzindo efeitos adversos.
As classes preferenciais incluem diuréticos tiazídicos, bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) e inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA). A escolha depende das comorbidades e tolerância do paciente.
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