SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Sobre o manejo da hipertensão arterial em idosos, pode-se afirmar:
Idoso + Hipertensão Sistólica Isolada → Tiazídico + BCC (Dihidropiridínico) é a associação de escolha.
A hipertensão sistólica isolada é o padrão mais comum no idoso; a combinação de tiazídicos e bloqueadores de canais de cálcio é altamente eficaz na redução de desfechos.
O tratamento da hipertensão no idoso visa reduzir o risco de AVC, insuficiência cardíaca e eventos coronarianos. A restrição de sódio é particularmente eficaz nesta população devido à maior sensibilidade ao sal. O manejo deve ser individualizado, considerando a fragilidade, a expectativa de vida e a presença de hipotensão ortostática, que deve ser sempre pesquisada através da medida da pressão em pé e sentado.
Com o envelhecimento, ocorre o enrijecimento das grandes artérias (perda de complacência), o que aumenta a pressão arterial sistólica (PAS) e mantém ou reduz a diastólica (PAD), resultando em hipertensão sistólica isolada e aumento da pressão de pulso.
Diuréticos tiazídicos (em doses baixas) e Bloqueadores de Canais de Cálcio (BCC) diidropiridínicos são preferidos, especialmente na hipertensão sistólica isolada, devido à sua eficácia comprovada em grandes ensaios clínicos como o SHEP e SYST-EUR.
Em idosos frágeis, as diretrizes recomendam maior cautela para evitar hipotensão ortostática e quedas. O limiar para início do tratamento costuma ser ≥ 160 mmHg de PAS, com metas mais lenientes (entre 140-150 mmHg) dependendo da tolerabilidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo